Unidade 180: a célula de guerra cibernética que preocupa o Ocidente

Especialistas consultados pela agência Reuters explicam que a Unidade 180 da agência de serviços secretos norte-coreana poderá ter sido responsável pelo ataque mundial.

REUTERS/Kacper Pempel

Uma unidade especial dos serviços secretos norte-coreanos poderão ter lançado com sucesso ciberataques, de acordo com especialistas em segurança na internet consultados pela agência Reuters. Terão sido encontradas provas de que a Coreia do Norte esteve relacionada com o ataque global WannaCry que afetou mais de 300 mil computadores em 150 países diferentes, mas o governo do país considera as alegações “ridículas”.

Os EUA e a Coreia do Sul têm estado entre os países que têm vindo a acusar a Coreia do Norte de lançar ataques online nos últimos anos. Este poderá ser mais um desses casos, sendo que desta vez o ataque aconteceu à escola mundial. A acusação é que Pyongyang esteve por trás do grupo de hacking Lazarus, que foi também responsável por um ciberataque no ano passado ao banco central do Bangladesh que envolveu 81 milhões de dólares, segundo noticia a Reuters.

Apesar das acusações feitas pelos especialistas consultados pela agência, não existem ainda provas conclusivas e não há acusações criminais ainda em curso. Kim Heung-kwang, que foi professor de ciências de computação na Coreia do Norte e que desertou para a Coreia do Sul em 2004, explicou que os ataques cibernéticos do Pyongyang são organizados pela Unidade 180 da agência de serviços secretos Reconnaissance General Bureau (RGB).

“A Unidade 180 está envolvida em ataques a instituições financeiras, entrando em contas bancárias e retirando dinheiro”, explicou Kim à Reuters. “Os hackers vão para o estrangeiro procurar lugares com melhores serviços de internet do que a Coreia do Norte para não deixarem um rasto”, disse ainda Kim, acrescentando que acredita ser provável que os hackers viagem com a desculpa de serem funcionários de divisões internacionais de empresas norte-coreanas.



Mais notícias