União Europeia parte à conquista do mercado das baterias para veículos elétricos

Bruxelas quer recuperar do atraso face aos Estados Unidos e à Ásia, numa altura em que as projeções estimam que dentro de cinco anos as vendas de carros elétricos ultrapassem o número de vendas de veículos a diesel.

A União Europeia (UE) quer apostar no fabrico de baterias de iões de lítio para alimentar os veículos elétricos, com a construção de novas fábricas e criação de novos protótipos. Bruxelas quer recuperar do atraso face aos Estados Unidos e à Ásia, numa altura em que as projeções estimam que dentro de cinco anos as vendas de carros elétricos ultrapassem o número de vendas de veículos a diesel.

“Estamos na corrida global pelas baterias”, afirma ao jornal britânico ‘Financial Times’ Simon Moores, diretor da consultora Benchmark Minerals. “A Europa demorou a entender [o potencial das baterias de iões de lítio]. Houve anúncios, mas leva anos para que se transformem em planos de trabalho”.

As previsões apontam para que a procura por baterias de iões de lítio aumente para os 40 mil milhões de dólares (34 mil milhões de euros) até 2025. A liderar deste segmento de mercado está a Ásia e os Estados Unidos que têm investido em força na produção deste tipo de energia ‘limpa’, com a criação de fábricas para produção de diferentes tipos de baterias para os veículos elétricos. Enquanto isso, na Europa ainda não abriu nenhuma fábrica e continuam-se a importantes baterias do estrangeiro.

Maros Sefcovic, vice-presidente da Comissão Europeia, diz que os Estados-membros não podem abrir de “uma indústria tão importante”. A primeira fábrica de baterias de iões de lítio em larga escala na Europa está a ser construída na Polónia pela empresa sul-coreana LG Chem. A Northvolt, fundada pelo ex-executivo da Tesla, Peter Carlsson, e a alemã Terra E estão a planear a construção de fábricas de baterias, com dada prevista para abrir a partir de 2020. Mas o executivo comunitário acredita que ainda há muito caminho pela frente.

O vice-presidente da Comissão Europeia apela a uma maior colaboração entre a França, o Reino Unido e a Alemanha, tal como se verificou durante a construção do avião de passageiros Airbus, para que a Europa possa partir à conquista das baterias de iões de lítio.

Atualmente, o maior fornecedor global de baterias de veículos elétricos é a japonesa Panasonic.



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