União Europeia apoia Trump contra os “bárbaros ataques químicos”

Jean-Claude Juncker salienta que "tem de haver uma resposta ao uso repetido de armas químicas" e Donald Tusk concretiza dizendo que "a UE vai trabalhar com os EUA para pôr fim à brutalidade na Síria".

Sebastien Pirlet/Reuters

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o presidente da Conselho Europeu, Donald Tusk, assumiram esta sexta-feira uma posição de apoio face à intervenção dos Estados Unidos na Guerra Civil síria, na sequência do ataque químico levado a cabo pelo regime sírrio de Bashar al-Assad. O ataque terá atingido a base militar síria de Shayrat e causou a morte a menos sete militares sírios.

Em comunicado, Jean-Claude Juncker salienta que “há uma clara distinção entre ataques aéreos sobre alvos militares e o uso de armas químicas contra civis”. O líder do órgão executivo da União Europeia sublinha que “tem de haver uma resposta ao uso repetido de armas químicas” e que a paz duradora na Síria só pode ser atingida através de “uma transição política”.

Já o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk escreve na rede social Twitter que “os ataques dos EUA mostram uma determinação necessária contra bárbaros ataques químicos”. Donald Tusk afirma ainda que “a UE vai trabalhar com os EUA para pôr fim à brutalidade na Síria”.

Até agora, a União Europeia não assumiu uma posição militar conjunta e ativa no conflito sírio que se tem vindo a arrastar ao longo dos últimos seis anos.

O ataque dos Estados Unidos com 59 mísseis levado a cabo na madrugada desta sexta-feira contra a base aérea de Shayrat, onde o regime de Bashar al-Assad tem depositadas algumas das suas armas químicas, vitimou pelo menos sete militares sírios, avança o Governante da cidade síria de Homs, Talal Barazi.

O número ainda não é claro, sendo que as últimas atualizações dão conta de que pelo menos nove civis terão sido mortos na ofensiva dos Estados Unidos, incluído quatro crianças.

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