Uma ponte para a China

1. A partir desta edição, o Jornal Económico passará a contar com uma secção semanal com conteúdos do jornal “Ou Mun”, o nosso parceiro chinês, também conhecido pela designação inglesa de “Macau Daily News” .

Todas as semanas, teremos pelo menos duas páginas com conteúdos dirigidos aos leitores chineses que residem em Portugal ou que nos visitam em turismo ou negócios. Estes leitores poderão ler notícias, reportagens e entrevistas redigidas na sua língua-mãe. E, em contrapartida, o “Ou Mun” vai publicar todas as semanas uma secção com conteúdos produzidos pelo Jornal Económico, sobre a actualidade portuguesa, que serão traduzidos para chinês.

Com uma circulação média na ordem dos 120 mil exemplares por dia, o nosso parceiro é o maior jornal da região de Macau, sendo redigido em chinês e considerado um diário respeitado e influente junto da elite política e económica local.
A parceria que estabelecemos com o “Ou Mun” é, por isso, uma excelente notícia para as empresas portuguesas, que dispõem a partir de agora da possibilidade de se darem a conhecer diretamente na segunda maior economia do globo. Da nossa parte, fazemos votos de que esta parceria contribua para fomentar as relações económicas e culturais entre Portugal e a China, dois países que conhecem há quinhentos anos mas que ainda têm muito por onde crescer em conjunto.

2. A primeira volta das eleições presidenciais francesas vão marcar o fim-de-semana, com as sondagens a serem lideradas por três personalidades que podem ser descritas como ‘outsiders’ face à classe política que governou a França nas últimas décadas. É notório que, nestas eleições, nem o candidato socialista nem o gaullista estão entre os favoritos. A luta é entre o recém-chegado Macron, uma herdeira da França de Vichy e um tribuno da extrema-esquerda. Da eleição francesa dependerá o futuro da União Europeia como a conhecemos.

O descrédito dos políticos do centrão, o cansaço face às velhas fórmulas e o apelo dos slogans populistas levou a este estado de coisas, à semelhança do que sucedeu no Reino Unido (referendo ao Brexit), na Itália (Cinco Estrelas) e na Holanda, país onde os trabalhistas quase desapareceram como força de poder.

Os socialistas portugueses conseguiram até à data escapar a esta tendência. É certo que António Costa foi extremamente astuto na forma como posicionou o PS, aliando-se aos partidos à sua esquerda, quando muita gente considerava que esse passo seria um suicídio político. Mas a manutenção deste estado de coisas vai depender do que acontecer na Europa e do que vier a ser o futuro da zona euro.



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