“Um ultraje”: China critica EUA por venda de armas a Taiwan

Os Estados Unidos anunciaram planos para vender armas ao Taiwan no valor de 1,42 mil milhões de dólares. A China não gostou, dizendo que o negócio envia “uma mensagem muito errada” às forças pró-independência.

Taiwan é sempre um assunto sensível para quem lida com a China, mas isso não impediu a administração de Donald Trump de anunciar planos para a venda de armas avaliadas em 1,42 mil milhões de dólares (1,24 milhões de euros) à ilha. Seguindo uma política de “Uma China”, Pequim não reconhece a soberania de Taiwan.

“O governo chinês e os chineses têm todo o direito de se sentirem ultrajados”, referiu a embaixada chinesa em Washington, num comunicado, adiantando que a venda transmite um sinal errado às forças que querem a independência de Taiwan.

A venda, que inclui sistemas de radar, misseis e torpedos, será a primeira desde 2015 e, portanto, a primeira no mandato de Trump. O anúncio ocorre numa altura em que o presidente norte-americano tem tentado persuadir a China a usar a sua influência para limitar os programas nucleares e balísticos da Coreia do Norte.

Heather Nauer, porta-voz do Departamento do Estado, o ministério dos negócios estrangeiros dos EUA, disse que a venda reflete o apoio americano “à capacidade de Taiwan manter capacidade suficiente de auto-defesa”, em comentários citados pela Reuters. Nauer adiantou, contudo, que a venda não altera a posição dos EUA em relação à política “Uma China”, que é de reconhecer o domínio de Pequim sobre Taipei.





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