Uber e Deliveroo enfrentam teste no parlamento britânico

Empresas recorrem cada vez mais a contratos de trabalho a curto prazo, privando os funcionários de subsídios e direitos a feriados.

Executivos seniores de empresas como a Uber e a Deliveroo (empresa de entrega de comida), vão responder às questões dos deputados britânicos sobre as condições de trabalho na chamada “economia gig”, ou seja, uma era de políticas de contratos de trabalho temporários.

Rachel Reeves, a recém-eleita presidente do comité de Negócios da Câmara dos Comuns, que examina as políticas governamentais, disse que uma das suas prioridades é olhar novamente para o mundo dos empregados por conta própria.

Os empreendedores Philip Green, da Top Shop e BHS, e Mike Ashley, do Sports Direct, já foram convocados para responder a uma série de questões, perante o comité.

Em entrevista, Reeves disse que pretende analisar um relatório recente de Matthew Taylor, um ex-conselheiro de Tony Blair, sobre práticas de trabalho modernas, que exigiam mais salvaguardas para trabalhadores independentes.

Estas empresas, que fazem predominantemente contratos a curto prazo, classificam os seus trabalhares como “independentes”, o que significa que eles não têm direito a benefícios da empresa, como subsídios e feriados. Uma dessas empresas em questão é a Deliveroo, um serviço de entrega de comida, e Uber, uma plataforma de partilha de veículos, como os táxis.

“Realmente eu não compro a ideia de que tanto a Deliveroo como a Uber utilizam este modelo porque é benéfico para os trabalhadores. Há claramente desvantagens em ser-se empregado por conta própria”, afirmou.

O comité vai provavelmente realizar um inquérito sobre o impacto setorial da saída do Reino Unido da União Europeia. Rachel Reeves foi uma das maiores defensoras da permanência do Reino Unido.





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