Turquia: “Sim” lidera com 51,3% dos votos e oposição quer recontagem

O "não" lidera nas três maiores cidade, mas o "sim" continua à frente a nível nacional. Oposição quer recontar 60% dos votos.

A liderança do “sim” à mudança do sistema político na Turquia reduziu-se para 51,3%, quando estão contados cerca de 98% dos votos expressos no referendo de hoje, segundo informação da agência de notícias estatal turca Anadolu.

Depois de um início em que o “sim” levava uma clara vantagem, com 63% dos votos, quando estavam contados cerca de 25% dos boletins, os votos no “não” ganharam vantagem e a liderança do “sim” tem-se reduzido.

O vice-presidente do CHP, o principal partido da oposição, já veio a público denunciar irregularidades no processo de votação e exigir a recontagem e cerca de 60% dos vostos.

Segundo as televisões turcas, o “não” estará a vencer nas três principais cidades do país: Istambul, a maior cidade da Turquia, Ankara e Izmir.

No referendo de hoje está em causa uma mudança de sistema político, de parlamentar para presidencialista.

Se a reforma constitucional proposta pelo presidente da Turquia, Recep Erdogan, for aprovada, o cargo de primeiro-ministro é eliminado e os seus poderes são transferidos para o chefe de Estado.

As sondagens antes da votação mostravam um país partido ao meio, com o “sim” e o “não” ao novo sistema presidencialista praticamente empatados, em certos casos com apenas meio ponto de diferença.

Os opositores de Erdogam receiam que uma vitória do “sim” no referendo seja apenas mais um passo para o avanço de um regime autocrático do atual presidente.

A vitória do “sim” permitirá ao presidente, o mentor desta consulta eleitoral, um reforço do regime presidencialista.

Será autorizado a concretizar 18 reformas constitucionais, terá poder para designar ministros e altos responsáveis oficiais, para nomear metade dos membros da mais alta instância judicial do país (HSIK) ou declarar o estado de emergência, e emitir decretos.

Permitir-lhe-á, também, permanecer no cargo até 2029.

Cerca de 58 milhões de pessoas estavam aptas a votar em 167.000 assembleias de voto.

Os primeiros relatos sugerem que a participação foi muito elevada, noticiando uma das estações de televisão que terá superado os 86%.

Os resultados deverão ser anunciados no final da noite de hoje, 16 de abril.





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