Trabalhar em videojogos é o emprego do futuro

Gosta de jogar videojogos? E se puder juntar o útil ao agradável e trabalhar na produção de um jogo? É o emprego do futuro, dizem os espanhóis.

De acordo com o desenvolvimento da área dos videojogos, o Livro Branco (‘Libro Blanco del desarrollo español de videojuegos 2016’) escreve que o emprego neste sector cresceu 32% em 2016, em relação ao ano anterior, o que se traduz em mais 4.460 profissionais a trabalhar nesta área, como escreve o jornal espanhol Expansion.

O número de empregos gerados indiretamente é superior a sete mil, e a situação promete continuar a melhorar. Estima-se que em 2019 esse valor possa chegar aos 10 mil especialistas.

“O crescimento que temos experimentado nos últimos anos é o resultado de uma mudança de paradigma. Por um lado, o aparecimento de tecnologias móveis foram fundamentais para este universo, e, por outro, nasceram novas empresas capazes de criar jogos simples e grátis. O primeiro grande sucesso foi o Angry Birds, desenvolvido pela empresa finlandesa Rovio Entertainment, quando era ainda uma start up“, explica César Pérez, professor de uma faculdade em Barcelona, citado pelo Expansion.

Este negócio dos videojogos deu origem a um novo cenário mundial: há jogos que inspiraram filmes, como o caso do Assassins Creed e há também tendências que surgiram como realidade virtual e aumentada.

Tem havido uma especialização no setor e há agora uma melhor diferenciação dos papéis de cada especialista nos jogos de vídeo. “Trabalhamos principalmente em quatro áreas: produção, design, programação e arte. Estes são os pilares da indústria, mas também começamos a pedir perfis, que antes não eram tão necessários neste setor, como relações públicas e marketing”, disse Francisco Javier Soler, diretor da área de jogos de vídeo e diretor do projeto de jogos do Centro Universitário de Tecnologia e Arte Digital, em Espanha.

“Num país como o nosso, com uma alta percentagem de smartphones, é esperado que a indústria se desenvolva fortemente e isso significa empregos”, acrescenta Rodrigo Miranda, CEO do Instituto para o Desenvolvimento da Internet em Espanha, citado pelo Expansion.

 

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