Trabalhadores do BPI que rescindam mantêm SAMS para sempre

O BPI oferece, além do Serviço de Assistência Médico-Social (SAMS), a garantia aos trabalhadores da manutenção das atuais condições dos créditos que mantenham com o banco, seja crédito à habitação ou pessoal. Mas nem tudo são benesses. O BPI não requereu estatuto de empresa em reestruturação pelo que os trabalhadores que aceitem a rescisão não terão direito a subsídio de desemprego.

Jose Manuel Ribeiro/Reuters

“Foi, recentemente, celebrado entre a Febase e o BPI um protocolo que visa garantir a todos os trabalhadores que optem pela rescisão do seu contrato de trabalho o SAMS vitalício”, refere um comunicado publicado nos sites dos sindicatos dos bancários, dirigido aos trabalhadores do banco que ainda é liderado por Fernando Ulrich. O SAMS é o sistema de saúde dos bancários.

Numa reunião realizada no final do passado mês de Abril foi comunicado pela administração do BPI aos Sindicatos da Febase a intenção de redução do número de efetivos através de um programa de reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo. Nessa reunião foi acordado entre as partes o estabelecimento de um protocolo que prevê, para trabalhadores que optem pela rescisão do seu contrato de trabalho, a manutenção do acesso vitalício ao SAMS.

O anúncio é feito aos trabalhadores do BPI que tenham 55 anos ou menos. “Para este programa, extensivo a todos os trabalhadores das empresas do grupo cuja idade seja inferior ou igual a 55 anos, podem candidatar-se os trabalhadores interessados até 2 de junho. Até ao final desse mês a administração analisará e responderá às propostas apresentadas”, refere o comunicado.

“O programa é também aberto a situações de reformas antecipadas para todos os trabalhadores que tenham entre 55 e 65 anos”, refere o comunicado das estruturas sindicais.

O BPI oferece, para além do SAMS, a garantia aos trabalhadores da manutenção das atuais condições dos créditos que mantenham com o banco, nomeadamente crédito à habitação e pessoal.

Mas nem tudo são benesses. O BPI não requereu estatuto de empresa em reestruturação pelo que os trabalhadores que aceitem a rescisão contratual não terão direito a subsídio de desemprego.

A Federação do Sector Financeiro (vulgarmente designada de Febase), é uma associação de sindicatos filiados na UGT que representam trabalhadores do sector financeiro e, embora tendo a sua sede em Lisboa, exerce a sua actividade em todo o território nacional.

O BPI vai avançar com um processo de saídas de cerca de 400 trabalhadores, oferecendo o banco 2,5 salários por cada ano de trabalho a quem aceite sair por rescisão amigável, avança por outro lado à Lusa.

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