Topo da agenda: o que não deve perder na economia e nos mercados esta semana

Portugal volta esta semana aos mercadosc om dois leilões de dívida de curto prazo e com o lançamento de novas obrigações para o retalho. Na zona euro, estará em destaque a política monetária, com a divulgação dos dados provisórios da inflação em junho e reunião do Conselho de Governadores do BCE.

Ralph Orlowski/Reuters

Portugal vai aos mercados

O Tesouro volta esta semana aos mercados de duas formas diferentes: com dois leilões de dívida de curto prazo e com o lançamento de novas obrigações dirigida a investidores de retalho. A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, o IGCP, vai emitir obrigações para o retalho a partir da próxima segunda-feira e até 28 de julho, com a taxa de juro mais baixa desde o lançamento do instrumento para aforradores particulares.

O IGCP vai também realizar na quarta-feira dois leilões das linhas de Bilhetes do Tesouro (BT) com maturidades a seis meses e a um ano. A emissão de dívida com maturidades a 19 de janeiro de 2018 e a 20 de julho de 2018 têm um montante indicativo global entre 1.500 milhões euros e 1.750 milhões euros, sendo expectável que Portugal se continue a conseguir financiar através de BT de curto prazo com juros negativos.

Política monetária em destaque na Europa

Esta quinta-feira é dia de reunião mensal de política monetária do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE). A expetativa dos mercados em relação a um plano para o fim do programa de compra de ativos, ou seja o tapering, é cada vez maior e os analistas consultados pela Bloomberg acreditam que o anúncio será feito em setembro. Assim, nesta reunião, o BCE deverá aproveitar para medir a maturidade dos mercados para iniciar uma alteração quatro anos de estímulos.

Mario Draghi poderá fazê-lo lançando novas pistas para perceber as reações, uma postura que adotou há menos de um mês quando esteve em Sintra. Na altura, o presidente do BCE usou a palavra-chave – ajustamento – e impulsionou o euro e as yields europeias, mas logo a seguir Vítor Constâncio clarificou no dia seguinte que a política monetária ainda não ia sofrer alterações. Terça-feira será conhecida a estimativa de inflação na zona euro em junho, o que deverá também dar indicações sobre os próximos passos do banco central.

Início da época de resultados

A época de resultados empresariais está de volta, a começar nos EUA, nas próximas duas semanas, seguindo-se a Ásia e a Europa. Os investidores vão estar atentos à forma como as grandes empresas estão a reagir à retoma da economia global, com altas expetativas depois de um primeiro trimestre positivo.

Entre os resultados que vão ser conhecidos esta semana estão os do Bank of America e os do Goldman Sachs, ambos na terça-feira, e os do Morgan Stanley, no dia seguinte. Em Portugal, a Galp vai apresentar resultados operacionais esta segunda-feira antes da abertura dos mercados, depois de a EDP o ter feito também na passada sexta-feira. A NOS apresenta resultados relativos ao primeiro semestre na quinta-feira.