“Todos temos competências para ter um lugar no mercado de trabalho”

A CADin aplica o modelo inglês de trabalhar a inserção da pessoa em conjunto com o empregador. Isto foi feito no BNP Paribas.

A parceria entre o CADin e o BNP Paribas tem já em preparação a integração de uma outra pessoa. Um exemplo que Andreia Craveiro, a jovem responsável por esta instituição portuguesa de solidariedade social (IPSS) sonha vir a multiplicar. No banco e noutras empresas.

A integração e inclusão de pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho é a luta de uma vida. “Temos um modelo de intervenção inglês que trabalha competências profissionais em cooperação com o empregador, que visa a criação de um ambiente que leva à integração da pessoa”, explica ao Jornal Económico.

O BNP Paribas é um bom exemplo de aplicação da metodologia. Preparou-se toda a adaptação da função às capacidades e necessidades do colaborador, nomeou-se um tutor no posto de trabalho e organizou-se uma sessão de informação sobre as competências transversais para a inclusão no trabalho para a equipa de acolhimento. No futuro, seguir-se-ão visitas regulares de acompanhamento no posto de trabalho.

A CADin dedica-se ao tratamento e estudo das perturbações do neurodesenvolvimento, com uma equipa de profissionais especializados no diagnóstico e tratamento destes problemas. O obetivo é dar a estas pessoas os melhores cuidados para poderem realizar todo o seu potencial em quaisquer circunstâncias. Uma das principais prioridades é, segundo Andreia Craveiro, a inserção das pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho. Embora não haja dados sobre o desemprego na população com deficiência e menos ainda dos que têm incapacidade neurológica ou psiquiátrica, a integração é certamente uma gota de água no oceano.

Em Portugal, a CADin elegeu o tema como prioridade estratégica da sua atividade. Nesse sentido, tem vindo a “intensificar esforços de colaboração” com todo o tipo de empresas e organizações. Ao Jornal Económico Andreia Craveiro faz o balanço de 23 pessoas já integradas no mercado de trabalho: duas portadores de Perturbações do Espectro do Autismo estão em áreas de serviço; cinco em bibliotecas e museus, três numa cadeia de fast food, quatro em associações sem fins lucrativos e patriarcado, sete em estágios do IEFP. Um portador de Perturbação do Desenvolvimento Intelectual foi integrado num posto de combustível e outro na própria CADin.

Artigo publicado na edição digital do Jornal Económico. Assine aqui para ter acesso aos nossos conteúdos em primeira mão.



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