Tillerson ataca Governo russo no discurso de despedida da Casa Branca

Rex Tillerson acredita que a Rússia deve avaliar "cuidadosamente" as suas ações e ponderar se o país não está a caminhar para um isolamento que "não interessa a ninguém".

Kevin Lamarque/REUTERS

O ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, deixou um alerta sobre o “comportamento e as ações preocupantes” da Rússia, depois de ter sido demitido pelo presidente Donald Trump. Rex Tillerson acredita que a Rússia deve avaliar “cuidadosamente” as suas ações e ponderar se o país não está a caminhar para um isolamento que “não interessa a ninguém”.

“Ainda há muito trabalho pela frente para responder aos comportamentos e ações preocupantes por parte do Governo russo”, afirmou Rex Tillerson, no seu discurso de despedida. “A Rússia deve avaliar cuidadosamente se as suas ações são do melhor interesse do povo russo e do mundo em geral. Continuar com a trajetória atual provavelmente vai levar a um maior isolamento da sua parte; uma situação que não é do interesse de ninguém”.

Rex Tillerson contou que recebeu o pedido de demissão na terça-feira através de “uma chamada do presidente dos Estados Unidos” feita a partir do avião presidencial. O telefonema aconteceu minutos antes de Donald Trump se ligar as redes sociais e publicar no Twitter uma mensagem a anunciar a substituição de Rex Tillerson pelo diretor da CIA, Mike Pompeo, na pasta da diplomacia dos EUA.

O secretário de Estado cessante considera que o “mais importante é garantir uma transição suave e ordenada, tendo em conta que o país continua a enfrentar importantes desafios políticos e de segurança nacional”. Rex Tillerson agradeceu a todos, mas uma pessoa ficou de fora da lista: Donald Trump. As diferenças entre os dois governantes eram notórias. Rex Tillerson era visto com um governante mais institucional, o que contrastava com o perfil menos formal de Donald Trump.

Em reação à destituição do secretário de Estado, a Rússia afirmou estar à espera de “uma abordagem construtiva e sóbria para as relações” entre os dois países.




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