‘Tetra’ à vista: Quatro números que explicam o sucesso das ‘águias’

Primeiro ‘tetra’ da história do SL Benfica está à distância de três pontos mas são outros os números que explicam o primeiro lugar na classificação.

Pedro Nunes/Reuters

Três pontos para que se faça a história na Luz. O primeiro ‘tetra’ da história do SL Benfica está à distância de uma vitória e, se tudo correr normalmente, o 13 de maio será de festa ‘rija’ mesmo que não se conquistem os três pontos frente ao Vitória de Guimarães.

Mas afinal como se explica o sucesso do ‘encarnados’? De todas as estatísticas que invadem a Internet por estes dias, fomos buscar quatro números que podem explicar, de forma parcial naturalmente, o excelente desempenho das águias.

56 jogos consecutivos

A posição 8 é fulcral na equipa de Rui Vitória mas o preço de um bom médio de transição (que defenda e ataque com a mesma eficácia e consiga manter o equilíbrio numa zona chave do terreno) está pela ‘hora da morte’ . Com a saída de Renato Sanches, abriu-se um “buraco” no meio-campo das ‘águias’ e um enorme quebra-cabeças para o técnico benfiquista resolver. André Horta ainda prometeu, Samaris ainda teve esperança de ganhar (finalmente) um lugar no ‘onze’ mas Vitória olhou para a extrema-direita e voltou a dar a Pizzi o que Jesus já lhe tinha prometido: a posição 8. Resultado: o extremo, agora convertido a médio, já leva 56 jogos consecutivos pelas ‘águias’ (o melhor registo ‘encarnado’ do século XXI) e à 32ª jornada, já igualou um recorde de 1990, ano em que o guarda-redes Neno também atingiu a marca de 56 jogos consecutivos de ‘águia ao peito’. Se for titular até ao final desta Liga, Pizzi vai superar Neno (56 jogos) e Preud’homme (57 partidas) e entra no top 3 dos benfiquistas com mais jogos consecutivos, só atrás de Nuno Gomes (83 jogos seguidos) e Silvino (108 partidas consecutivas).

71 assistências para golo

O número não é só desta temporada mas ajuda a explicar porque é que o SL Benfica se prepara para agarrar um feito que sempre lhe fugiu e às vezes de forma dramática. Nas últimas quatro épocas do SL Benfica, estes foram os jogadores que registaram mais assistências para golo: Gaitán (44), Pizzi (29), Jonas (24), Sálvio (18) e Maxi Pereira (16). As boas notícias para os adeptos dos ‘encarnados’, e que se reflecte na classificação, é que entre os cinco jogadores com mais passes para golo, três ainda estão no plantel e estão aí ‘para as curvas’. Se totalizarmos as assistências de Pizzi, Jonas e Sálvio (que, se não houver surpresas, vão continuar de ‘águia ao peito’ na próxima época) verificamos que 71 passes para golo foram efetuados por jogadores ainda com contrato, enquanto 60 assistências (as 44 de Gaitán e as 16 de Maxi Pereira) já não serão engrossadas por um facto simples: estes atletas já não ‘moram’ na Luz.

512 jogos a titular

Este é um número central para os ‘encarnados’ e também explica parte do sucesso das ‘águias’… e não só esta época. No eixo da defesa, o SL Benfica conta com um autêntico ‘dinossauro’, responsável pela conquista do ‘tetra’ que aí vem mas por tantos outros títulos antes do ciclo inédito de conquistas de campeonatos que se pode tornar realidade este sábado. Falamos, claro, do defesa-central brasileiro de 1m93 e com 36 anos. De insatisfeito no início da época, e quase transferido para o Wolverhampton (também se falou da China e de outras paragens), além de problemas internos que foram ocupando as capas dos ‘desportivos’, Luisão voltou ao ‘onze’ de Vitória no decorrer da temporada e foi mais do mesmo: o central voltou a ser decisivo e a questão dentro do grupo ‘encarnado’ passou a ser, novamente, quem faz dupla com Luisão no centro da defesa. Para trás, foram ficando os outros três centrais que pareciam já ter ultrapassado Luisão, sendo que o sueco Lindelof é agora o parceiro preferencial do brasileiro. Para se ter uma ideia da importância desta voz de comando das ‘águias’ note-se que Luisão tem 512 jogos como titular do SL Benfica e vai tornar-se, seguramente, o jogador que mais vezes foi titular na história do clube. Para já, é o terceiro na lista e só vê duas ‘lendas’ dos ‘encarnados’ à frente: Coluna (516 jogos) e Nené (519 partidas).

52.112 (média espectadores por jogo)

Se o décimo segundo jogador é fulcral para ajudar uma equipa a ganhar (sobretudo quando se joga ‘em casa) então a Luz tem sido um autêntico ‘santuário’ para os ‘pupilos’ de Rui Vitória. Nos dezoito jogos efetuados esta época no Estádio da Luz, registou-se uma média de espectadores por jogo de 52.112, de longe o valor com mais relevância da principal Liga de futebol em Portugal já que o Sporting CP tem uma média de 40.562 espectadores e o FC Porto atinge uma média de 36.740 espectadores, muito longe de números de outras épocas. Alvalade XXI até tem a maior percentagem média de ocupação (81,04%) mas a Luz não fica muito atrás ocupando a segunda posição com 80,62%.

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