Teresa Leal Coelho diz que vai fazer mais por Lisboa

A candidata do PSD à presidência da Câmara Municipal de Lisboa nas eleições autárquicas, quer que Lisboa seja uma cidade inclusiva, onde as famílias se possam fixar.

“A vertente de cidade para as pessoas tem sido descorada, por isso estou convicta de que poderemos fazer mais por Lisboa”, afirma a vice-presidente do PSD e vereadora na capital, Teresa Leal Coelho à  Lusa.

A candidata adiantou ainda que tem “uma visão para a cidade que é diferente daquela que tem vindo a ser implementada nos últimos mandatos, na última década” de governação de maioria socialista, diz, descrevendo ser “muito mais focada nas pessoas que aqui vivem e querem viver, trabalham e estudam”.

Entre os principais problemas atuais da cidade, a social-democrata aponta “o preço do arrendamento, da aquisição de imobiliário e o facto de as pessoas terem de passar horas no trânsito para levar filhos à escola e deslocarem-se para o trabalho”.

O “arrendamento e o imobiliário têm vindo a subir sistematicamente de preço, temos de compensar os custos elevados retirando outros custos aos cidadãos”, afirma.

Na sua opinião, o município deve ter uma política de gestão que permita ter mais habitação com rendas e preços mais adequados. Agora, resume, “a vida em Lisboa está insuportável” e também devido aos transportes públicos.

A deputada adianta ainda que o serviço tem vindo a piorar sistematicamente, “as pessoas não têm controlo do horário dos autocarros e andam de metro em carruagens lotadas”, comenta, indicando que é necessário apostar francamente no serviço de transportes públicos, mas descartando uma “guerra ao carro”.

“Queremos que as pessoas possam deixar os seus carros em parques expectantes, mas é preciso uma rede de transportes públicos que lhes sirva”, propõe.

Teresa Leal Coelho comenta também com a Lusa sobre a passagem da gestão da Carris para o município no início do ano, a candidata contesta que “as negociações feitas (para a concessão da empresa rodoviária a privados) tenham sido rasgadas, para depois se prestar um serviço que tem vindo a piorar cada vez mais”.

Descartando a “municipalização ou gestão pela autarquia”, vinca que a Câmara “não deve estar nesse plano de gestão de empresas de transportes, mas sim liberta para investir noutras necessidades e prioridades da cidade”.

Quanto ao porquê de ter aceitado este desafio, Teresa Leal Coelho lembra a “experiência em autárquicas”, uma vez que já integrou as listas a Lisboa nas eleições de 2007 e 2013.

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