Terá um robô capacidade para ser juiz?

A PLMJ lançou um curso avançado em IA para discutir temas como a relação entre as máquinas e os juízes de “carne e osso”.

Donat Sorokin / TASS

Terá um robô capacidade para ser juiz? “Não estamos tão longe quanto isso. Se a Inteligência Artificial (IA) se vai encarregar de tarefas rotineiras dos advogados também pode fazer o mesmo com os juízes. O que vai acontecer num primeiro momento é o juiz, tal como o advogado, ser apoiado por um duplo de IA. Robôs juízes a auxiliar juízes de carne e osso é uma experiência que já começou em outros países”, explica Manuel Lopes Rocha, sócio coordenador da equipa de propriedade intelectual.

Um grande escritório dos EUA, Baker & Hosteler, contratou o robô ROSS, da IBM, para trabalhar na área de recuperação crédito. Para o consultor Rui Barroso de Moura, outro dos coordenadores deste curso, a par de Manuel Lopes Rocha, esta é uma realidade cada vez mais próxima. “Nós já temos um produto de uma plataforma cognitiva a trabalhar numa sociedade de advogados e a fazer pareceres. Eu acredito muito que nós nos próximos três ou quatro anos vamos assistir a um salto. Além do Ross há outras sociedades que o estão a introduzir”, adianta.

Artigo publicado na edição semanal do Jornal Económico. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor.




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