Tecnologia e retalho animam Wall Street

Na primeira negociação da semana, a paraça norte-americana bate recordes com os ganhos na tecnlogia e as valorizações do índice Dow a destacarem-se.

REUTERS/Brendan McDermid

O mercado norte-americano negoceia em terreno positivo, animado pelos ganhos na tecnologia e retalho. O índice Dow bate recordes, a valorizar 0,38% para 21,464.77 pontos e o tecnológico Nasdaq escala 0,95% para 6,210.71 pontos. O financeiro S&P 500 sobe 0,44% para 2,443.75 pontos.

O sector da tecnologia termina assim com um ciclo de várias semanas de declínio consecutivas com a Apple, Microsoft e Alphabet a liderarem nas negociações pré-comerciais. A marcar a semana passada esteve o acordo de compra da Amazon do Whole Foods por 13,7 mil milhões de dólares, uma acção que teve grande impacto no sector do retalho, noticia a Reuters.

“Eu não sei de onde apareceu o otimismo. Eu não vejo nenhuma razão para otimismo excessivo, nem pessimismo agora”, disse Randy Frederick, vice-presidente de negociação à CNBC.

William Dudley, presidente da Fed de Nova York, disse que a inflação dos EUA foi um pouco baixa, ressalvando que deve aumentar à medida que o mercado de trabalho continue a melhorar e os salários aumentem, permitindo à Reserva Federal o aperto gradual na política monetária dos EUA, revela a Reuters.

“A ausência de macro dados hoje desloca o foco de volta para a Fed, com dois membros, Dudley e Evans, a falarem hoje. Suspeitamos que provavelmente pelo menos uma subida de taxas será suportada”, disse o ajudante Peter Cardillo, economista-chefe de mercado em First Standard Financial em Nova York à Reuters.

Os investidores apresentam-se céticos em relação a uma próxima subida das taxas diretoras. As expectativas do mercado para uma subida das taxas de setembro estão nos 13%, de acordo com a ferramenta FedWatch do Grupo CME.

No mês passado, a economia dos EUA adicionou 138 mil empregos, abaixo dos esperados 185 mil, com as vendas e retalho e a inflação a ficarem também aquém do esperado pela Reserva Federal.

Os mercados europeus negoceiam também com valorizações, sustentados pela maioria parlamentar conseguida pelo presidente francês Emmanuel Macron. “Eu acho que há um pouco de alívio por Macron ter ganho a maioria”, disse Jeremy Klein, estrategista-chefe de mercado da FBN Securities.



Mais notícias