Tancos: Armas roubadas já tinham sido apreendidas pela PJ

PJ detetou uma rede de tráfico em que estaria alegadamente envolvido um sargento-chefe dos Paraquedistas de Tancos e alertou para a possibilidade de estarem a ser desviadas armas de quartéis.

Cristina Bernardo

Algum do material roubado da base militar de Tancos é coincidente com o material que já tinha sido apreendido anteriormente pela Polícia Judiciária ao desmantelar uma rede de tráfico de armas material, noticia a SIC Notícias.

A Polícia Judiciária (PJ) já tinha alertado em 2016 para a possibilidade de estarem a ser desviadas armas de quartéis, tendo identificado numa operação que desmantelou a rede e apreendeu material só disponível nas Forças Armadas, segundo o canal noticioso. Na rede de tráfico estaria alegadamente envolvido um sargento-chefe dos Paraquedista de Tancos.

Este novo dado vem juntar-se às já divulgadas deficiências de vigilância da base militar. O Departamento Central de Investigação e Acção Pena (DCIAP) estava a investigar a possibilidade de furto de armamento em Tancos há vários meses, noticia a revista Sábado.

Na base do inquérito esteve uma denúncia que alertou para a possibilidade de se verificarem furtos que podiam pôr em causa a segurança nacional, estando referida a base militar de Tancos, segundo as informações a que a Sábado teve acesso.

O diretor do DCIAP, Amadeu Guerra, nomeou os procuradores Vítor Magalhães e João Melo para conduzir as investigações e delinearem um conjunto de diligências judiciais que alegadamente não terão avançado até à noite do desaparecimento do material roubado.

Esta terça-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou em comunicado que abriu um inquérito ao desaparecimento do armamento militar dos paióis de Tancos, por suspeitas da prática de associação criminosa, tráfico de armas internacional e terrorismo internacional.

O inquérito vai ser dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), pela “natureza e gravidade destes crimes”, informou. No processo, o Ministério Público é coadjuvado pela Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária, com total colaboração institucional da Polícia Judiciária Militar.

 





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