Suspeito de Dortmund pertenceu ao Daesh no Iraque

O suspeito em causa é Abdul Beset, um iraquiano de 26 anos que chegou à Alemanha no início de 2016. "As investigações feitas até agora não resultaram em nenhuma prova de que o suspeito tenha participado no ataque", esclareceu o procurador federal em comunicado.

A procuradoria-geral alemã anunciou esta quinta-feira que o suspeito detido pelas autoridades ontem foi de facto membro do autoproclamado Estado Islâmico no Iraque, indo ao encontro das suspeitas que já tinham sido levantadas. A notícia foi avançada pela agência Reuters, que explica que, no entanto, não há confirmação oficial de que se trata do autor das explosões. “As investigações feitas até agora não resultaram em nenhuma prova de que o suspeito tenha participado no ataque”, esclareceu o procurador federal em comunicado.

O suspeito em causa é Abdul Beset, um iraquiano de 26 anos que chegou à Alemanha no início de 2016, vindo da Turquia.

Em conferência de imprensa, as autoridades já tinham divulgado que encontraram uma carta junto ao local do incidente, onde a autoria das explosões é reivindicada por radicais islâmicos, que justificam o alegado atentado como sendo uma retaliação pelas missões de reconhecimento contra o autoproclamado Estado Islâmico na Síria.

Sobre o ataque que ocorreu anteontem, o Ministério Público federal alemão informou que as bombas que explodiram junto do autocarro do Borussia de Dormund antes do jogo da Liga dos Campeões contra os franceses do Mónaco foram reivindicadas por um grupo de extrema esquerda. O autocarro foi atingido perto do hotel onde os jogadores se encontravam concentrados, a caminho do estádio Signal Iduna Park.

A equipa alemã ia defrontar o Mónaco na 1ª mão dos ‘quartos’ da Liga dos Campeões e o jogo teve de ser adiado. Marc Bartra, defesa da equipa alemã foi o único jogador ferido, com lesões numa mão, mas um polícia teve de ser operado por causa de um pulso partido.

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