Surf ou trabalho! A experiência numa pick-up de sonho

Quem disse que uma “caixa aberta” era um carro das obras?

A nova versão da D-Max, da Isuzu, sobe o objetivo das pick-ups para o nível da experiência. Há novos sentidos da realidade envolvente, do ambiente, da terra, dos cheiros e dos ventos. Tudo pode ser sentido ou “experienciado” ao volante da Isuzi D-Max.

Com o nível de conforto interior numa cabina dupla para cinco pessoas com estofos em pele, um som de fundo quase ao nível de um carro premium, um nível de equipamento como caixa automática de seis velocidades, sistema de proteção passiva e iluminação Led, perguntamos se o objetivo é usar esta “caixa aberta” para o trabalho de distribuição ou industrial, ou se este é um carro para o verão no surf ou para um fim de semana com bicicletas de montanha?

Claro que nem tudo são favas contadas. Estamos perante um carro longo, com cabine dupla e ainda uma caixa aberta com 1,5 metros quadrados. Isto significa que, no interior, se sentem os ressaltos nas lombas com uma suspensão que pode melhorar. Também não é agradável a passagem sequencial da caixa de velocidade automática, que obriga a algum esforço deste motor de 164 cv e que pode sofrer melhorias na próxima geração. Este facto penaliza o consumo, que ainda assim se situa em torno dos 8 L/100 Km em estrada nacional, o que, não sendo exagerado, pode melhorar. Mas tudo o resto é uma verdadeira experiência. A tração integral faz a diferença em terra batida e está ao alcance de um botão na consola central. E a posição em altura na condução também faz a diferença para outros veículos ligeiros, dando a sensação de se estar a conduzir um pequeno camião e não um ligeiro. A cabina dupla tem espaço bem dimensionado para viagens longas e, claro, com o verão no seu melhor momento, esta é uma opção que faz sentido. As experiências de areia, onde a tração integral é necessária, são uma hipótese, assim como a brincadeira do todo o terreno em pisos difíceis. Importa ter em atenção que o carro está preparado para pequenas experiências não profissionais e que a condução fora de estrada requer conhecimentos.

Em estrada a potência é suficiente, mas a recuperação das velocidades é relativamente lenta e barulhenta. O melhor é aproveitar as estradas sinuosas para embalar quando é possível e vencer estradas mais exigentes. De resto é um carro excelentemente equipado. Com o preço a rondar os 41 mil euros a incluir quase tudo, o pack on board por 1.250 euros vale a pena e para quem privilegia a beleza, os quase 400 euros pela pintura metalizada também. Uma nota relevante ao nível da motorização é o facto de o motor respeitar as normas Euro 6, não havendo necessidade de o aditivar com o AdBlue.

Ao nível do design exterior nada a acrescentar. A beleza está implícita num carro com “ar musculado”, altivo, uns pneus de “camião” e uma posição alta onde é preciso esforço para entrar. A caixa de metal na versão que experimentámos faz lembrar a paisagem americana do interior, com um “truck” que vai servir gerações. Esta D-Max também apela à nostalgia.



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