Sul-africanos entendem que a H&M deve sair do país devido a “campanha racista”

Os manifestantes condenam as práticas discriminatórias da marca e defendem que a multinacional não tem condições para continuar a operar no país.

Uma onda de protestos contra a marca sueca H&M, acusada de racismo nas redes sociais, obrigou este sábado à intervenção das forças policiais na África do Sul. Os manifestantes condenam as práticas discriminatórias da marca e defendem que a multinacional não tem condições para continuar a operar no país.

O partido socialista revolucionário Economic Freedom Fighters (EFF) organizou em todo o país vários protestos em frente às lojas da H&M. Em causa está a nova campanha da marca, onde uma criança negra veste uma camisola, onde se lê “O macaco mais fixe da selva”. Na campanha aparecia ainda uma criança branca, mas com a frase “especialista em sobrevivência na selva”.

A polémica alastrou-se às redes sociais, com vários ativistas a acusar a multinacional sueca de racismo. Na sequência disso, a marca retirou a campanha com a criança negra e emitiu publicamente um pedido de desculpas.

Floyd Shivambu, vice-presidente do partido socialista revolucionário Economic Freedom Fighters (EFF), afirma que “todas os cidadãos devem concordar que a marca não deve continuar a operar na África do Sul”, depois do escândalo.

A H&M não é a única marca envolvida em publicidades polémicas nos últimos anos. A marca de roupas espanhola Zara foi obrigada em 2014 a retirar do mercado um pijama listrado com uma estrela amarela, devido a semelhanças com as roupas usadas pelos prisioneiros judeus em campos de concentração.

Mais recentemente, também a marca de cuidados pessoais Dove veio a público pedir desculpas, depois de ter lançado um spot publicitário em que uma mulher negra se transformava em mulher branca após se lavar com um dos produtos da marca.



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