Startups portuguesas representam país em Las Vegas

A Criam e a Findster são duas startups de 'hardware' finalistas dos programas de aceleração da Startup Braga. A participação no CES Las Vegas vem na sequência de terem sido as primeiras startups portuguesas a fazer parte dos programas da HAX.

Até ao próximo domingo, as startups Criam e Findster vão estar a representar Portugal na maior feira tecnológica do mundo, a CES Las Vegas.

A Criam apostou numa visão de “dispositivo como plataforma” para a área da saúde, desenvolvendo um dispositivo médico inovador que possibilita a deteção do tipo de sangue e de doenças, de uma forma automática, rápida e portátil.

Após a participação no terceiro programa de aceleração da Startup Braga em 2016, a Criam tornou-se a segunda startup portuguesa a ser selecionada pela HAX, a maior aceleradora mundial de hardware.

Já a Findster, também ela saída da Startup Braga, foi a primeira startup portuguesa a se juntar à HAX, neste caso através do HAX Boost, um programa focado em promover as vendas de produtos inovadores de hardware, que decorreu em São Francisco.

A Findster participou no primeiro programa de Aceleração da Startup Braga, tendo lançado o seu dispositivo de localização de crianças na plataforma de crowdfunding Indiegogo. Com uma nova versão destinada à monitorização de localização e de atividade de animais domésticos, o Findster Duo, fizeram a campanha mais bem-sucedida em Portugal deste género, onde angariou 250 mil dólares (191.714 euros) em apenas um mês e meio no Kickstarter, em outubro passado.

A participação da Criam e da Findster no HAX abriu as portas das duas startups do Norte à CES (International Consumer Electronics Show), que arrancou dia três e decorre até dia oito de janeiro de 2017, em Las Vegas, no que é considerada a maior feira de tecnologia do mundo, onde quase quatro mil empresas, como a LG, Sony ou Samsung, apresentam ao mundo as novas propostas de produtos para 2017.

“Estamos a reinventar a forma como os testes ao sangue são feitos hoje em dia, permitindo que estes sejam, por exemplo, feitos a bordo de uma ambulância, de forma automática e rápida. Queremos com este produto combater a ineficiência do uso de sangue em caso de emergência, permitindo a determinação do tipo de sangue necessário para transplante ainda antes de chegar ao Hospital”, explica Vitor Crespo, CEO da Criam.

A Criam conta já com o protótipo final concluído, estando a desenvolver a certificação clínica com o Centro Clínico Académico de Braga. A startup já tem acordos de distribuição assegurados para os mercados da Europa, India e EUA. Tem ainda em desenvolvimento a possibilidade de deteção de outras doenças como o VIH ou a Meningite, a partir de amostras de sangue.

“A nossa visão é alargar o tipo de testes de doenças que podem ser feitos, com um equipamento portátil e automático, levando estas ferramentas de diagnóstico onde os Hospitais e os laboratórios não conseguem chegar, por isso a visibilidade mundial de uma CES é o ideal para nós neste momento”, acrescenta.

Após as campanhas de sucesso, a Findster já fez o envio dos seus dispositivos para países em todo o mundo e vai lançar oficialmente na CES o seu novo produto, o Findster Duo, que já tem compradores espalhados por mais de 60 países.

“Na nossa primeira campanha ficou claro o peso que o mercado dos Estados Unidos tinha para o nosso produto, pelo que a participação no programa da HAX em São Francisco nos abriu as portas para aumentarmos as vendas lá”, explica David Barroso, CEO da Findster. “O mundo tem os olhos postos nos produtos inovadores que surgem nos Estados Unidos, e a presença da Findster na CES coloca-nos nessa montra mundial”, conclui.