Startup portuguesa de colchões quer revolucionar o descanso dos portugueses

O colchão Koala Rest é vendido exclusivamente online. A marca assegura que o crescimento da fábrica advém do reforço digital e tecnológico.

Jorge Figanier Castro

A Koala Rest é uma empresa portuguesa de base tecnológica que apresenta hoje, em que é assinalado o Dia Mundial do Sono, o colchão Koala Rest, como é designado.

A ideia do projeto, pensada por Bruno Madeira e João Ramos nasceu em 2016. Durante o último ano, a equipa estabeleceu diversos contactos com fornecedores para a expansão do negócio, assegurando a qualidade do produto nos consumidores.

“Contactámos dezenas de fornecedores, realizámos testes de produto, quer a nível técnico, quer com consumidores”. Em paralelo, foi testado “todo o desenvolvimento tecnológico, como o website e o backoffice“, explica.

O colchão Koala Rest apresenta um modelo único, vendido “exclusivamente online”, permitindo “reduzir custos de produção, remover encargos com intermediários e vendedores e transportar essa poupança diretamente para o consumidor”, explicam os fundadores do projeto, ao Jornal Económico.

O foco estratégico da marca assenta num reforço na área digital e tecnológica, motivo que ambos crêem ser uma boa aposta para o crescimento da empresa.

“A Koala Rest é inteiramente financiada com capitais próprios. Por termos uma base altamente digital e tecnológica, todas as melhorias e oportunidades de crescimento são relativamente rápidas de implementar”, refere Bruno Madeira. “Ao termos uma base digital, beneficiamos das vantagens de obter feedback em tempo real dos nossos clientes”, reforça. Esse feedback é o que irá qualificar as decisões futuras no que respeita a volume de vendas e internacionalização da marca.

“Essa informação irá qualificar todas as decisões futuras em relação aos volumes de vendas e mercados para onde iremos expandir”.

Questionado sobre o investimento previsto para este ano, não foram adiantados valores, pelo que “os investimentos durante o ano de 2017 terão muito por base a resposta do consumidor português bem como de acordo com as nossas decisões internas de expansão”.

A exportação é uma das metas a atingir pela startup. “Criámos uma empresa e marca já pensadas para um contexto global”. Quanto ao mercado português, existe uma ambição crescente.

“Portugal surge como ponto de partida porque reúne parceiros excepcionais e tem um mercado com dimensões ideais para nos permitir testar, aprender e fazer evoluir a nossa oferta ao mercado de forma controlada. O consumidor português é extremamente inteligente no seu processo de compra e privilegia qualidade a preço acessível”, aponta Bruno Madeira.

Mediante as respostas dos entrevistados com os quais Bruno Madeira e João Ramos falaram, chegaram à conclusão de que a maioria das pessoas “tende a convergir num perfil de superfície bastante similar”, daí que foi esse o ponto de partida para a fabrico dos colchões Koala Rest. Com o objetivo de proporcionar ao cliente “os melhores materiais ao preço mais baixo possível”, os colchões Koala recorrem a uma combinação de três camadas distintas de espuma. “Ao adicionarmos uma camada de Látex microperfurada ao viscoelástico, melhoramos a respirabilidade, reduzindo o calor e mantemos os  níveis de conforto”. Resumindo, “tiramos o melhor  proveito de cada tipo de material mas sempre acolhendo a opinião de voluntários que juntos acumularam mais de 5.000 horas de sono”.

Os preços do modelo variam consoante o tamanho, num valor mínimo de “450 euros até um máximo de 950 euros para tamanhos superiores”. A entrega é feita diretamente pela empresa em casa do cliente, sem custos de envio. Para encomendar, o cliente terá que ir ao site,  indicar a medida do colchão pretendida e realizar a encomenda online.

Para os quiserem testar primeiro o produto, o cliente poderá experimentá-lo em casa por 30 noites, sem compromisso.

A marca tem parcerias com várias Instituições Sociais, como a Cáritas e a Cruz Vermelha Portuguesa, a quem são doados colchões.

 

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