Sonae Sierra com menos lucros no primeiro trimestre

O EBIT atingiu os 27 milhões de euros, o que correspondeu a um aumento de 8%, "resultante do desempenho positivo do portefólio europeu e do crescimento do volume de negócios e margens na atividade de prestação de serviços", de acordo com o comunicado da Sonae Sierra.

A Sonae Sierra registou um resultado líquido de 15,3 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, lucros ligeiramente inferiores aos 15,9 milhões de euros conseguidos no período homólogo do ano passado.

A empresa imobiliária explica, em comunicado, que este decréscimo “é fruto dos menores ganhos realizados com vendas de propriedades em 2018″.

Para Fernando Guedes de Oliveira, CEO da Sonae Sierra, “os primeiros três meses de 2018 confirmaram a tendência de recuperação, nomeadamente na Europa, onde a Empresa registou um desempenho muito positivo”.

“Além disso, também aumentámos a nossa exposição ao desenvolvimento de projetos, com a criação de uma parceria para um novo projeto em Parma (Itália), e ampliámos ainda mais a nossa atividade de prestação de serviços”, destacou aquele responsável.

O EBIT atingiu os 27 milhões de euros, o que correspondeu a um aumento de 8%, “resultante do desempenho positivo do portefólio europeu e do crescimento do volume de negócios e margens na atividade de prestação de serviços”, de acordo com o mesmo comunicado.

Segundo o mesmo documento, o resultado direto da Sonae Sierra atingiu os 17 milhões de euros, um crescimento de 12,6% face a igual período de 2017, “reflexo do maior EBIT e de melhores resultados financeiros”.

Por seu turno, o resultado indireto foi de 1,6 milhões de euros negativos, “2,4 milhões de euros abaixo do ano passado, o que se deve essencialmente à diminuição dos ganhos realizados com vendas de propriedades.

O referido comunicado da Sonae Sierra explica que “os ganhos registados em 2017 correspondem a um ajuste de preço no centro comercial Le Terrazze, em Itália”.

Neste primeiro trimestre de 2017, a empresa reclama a melhoria do desempenho operacional dos centros comerciais, com as vendas dos lojistas a registarem um crescimento global de 5,2% (excluindo variação cambial) e 5,7% no portefólio europeu, em comparação com igual período de 2017.

A Sonae Sierra destaca um crescimento de 4,8% em Portugal, “beneficiando da antecipação do período de Páscoa, bem como da contínua recuperação económica”, e de 17,6% em Espanha, “influenciado pela aquisição do Centro Comercial Área Sur em junho de 2017”.

Na Roménia, as vendas dos lojistas cresceram 6,4% em termos absolutos, “devido ao sucesso continuado do Centro Comercial ParkLake”, enquanto no Brasil, as vendas dos lojistas cresceram de forma acentuada, tendo aumentado 4,8% (em valor de reais).

A taxa de ocupação global do portefólio imobiliário gerido pela Sonae Sierra “decresceu ligeiramente para 95,6%, uma quebra de 0,7 pontos percentuais em comparação com o igual período de 2017, devido a pequenas alterações no portefólio global”.

A empresa liderada por Fernando Guedes de Oliveira, acrescente que, “na Europa, este indicador manteve-se praticamente estável nos 96,5%, tendo crescido 0,8 pontos percentuais em Portugal, onde atingiu os 99,1%”.

Já no Brasil, a taxa de ocupação decresceu de 94,3% para 92,7%.

“As rendas do portefólio registaram um crescimento de 3,1%, aumentando 2,8% na Europa e 4,3% no Brasil [em valor de reais], acima da taxa de inflação média no período, em ambos os mercados”, conclui o comunicado da Sonae Sierra.

 






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