Sindicatos de professores mantêm greve perante desacordo com Governo

Os líderes das duas federações sindicais da educação saíram da reunião de hoje a insistir que a proposta da tutela “é inaceitável” e que justifica a greve entre os dias 13 e 16 de março.

O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira (E), reage durante a greve e concentração de professores junto à Assembleia da República, em protesto pelo descongelamento "justo" das progressões, recuperação dos anos de congelamento e contagem integral do tempo de serviço prestado pelos docentes, convocada pela FENPROF, FNE e Frente Sindical de Docentes, em Lisboa, 15 de novembro de 2017. JOÃO RELVAS/LUSA

Os sindicatos de professores decidiram hoje manter a greve com início marcado para terça-feira, depois de permanecer inalterado o desacordo com o Governo sobre o tempo de serviço dos professores que deve ser descongelado.

O Governo voltou a apresentar hoje aos sindicatos a mesma proposta que já tinha divulgado numa reunião negocial anterior, que apenas admite o descongelamento de dois anos e 10 meses de tempo de serviço aos docentes, que não desistem, por seu lado, de ver contabilizados os nove anos, quatro meses e dois dias congelados.

Os líderes das duas federações sindicais da educação saíram da reunião de hoje a insistir que a proposta da tutela “é inaceitável” e que justifica a greve entre os dias 13 e 16 de março.

A reunião, juntou os ministérios da Educação, representado pela secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão e das Finanças, representado pela secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, Fátima Fonseca, as duas grandes federações sindicais da educação (FNE e Fenprof) e outros oito sindicatos mais pequenos.

Os sindicatos faziam depender dos resultados da reunião de hoje uma eventual desconvocação da greve, exigindo que a tutela recue nos termos da proposta que até ao momento não devolve os mais de nove anos de tempo de serviço reclamados pelos docentes.

A greve arranca a 13 de março, terça-feira, na região da grande Lisboa (Lisboa, Setúbal e Santarém) e região autónoma da Madeira e termina a 16 de março, sexta-feira, dia em que os professores paralisam na região norte (Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança) e na região autónoma dos Açores.

No dia 14 a greve concentra-se na região centro (Coimbra, Viseu, Aveiro, Leiria, Guarda e Castelo Branco) e no dia 15 fixa-se no sul do continente (Évora, Portalegre, Beja e Faro).




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