Sindicato dos Jornalistas apresenta queixa contra grupo Cofina

Em causa está a falta de resposta por parte da administração. A entidade quer a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho.

A direção do Sindicato dos Jornalistas enviou uma carta à Autoridade para as Condições do Trabalho como forma de reclamação pela recusa da administração do grupo Cofina em prestar informações a delegados sindicais. A queixa, enviada esta quinta-feira, fundamenta-se no facto de os representantes sindicais terem requerido os mapas de pessoal, aquando do plenário de 19 de abril, e não lhes ter sido facultado o documento.

“Ora, o dever de reserva alegado pela empresa não tem qualquer justificação legal. Além disso, se a empresa estivesse de boa-fé, compreenderia que o acesso a tal informação é essencial à defesa legal dos trabalhadores abrangidos na intenção de despedimento colectivo”, explica o Sindicato dos Jornalistas, em nota divulgada no website oficial. Consequentemente, o sindicato em questão optou por pedir a intervenção “urgente” da Autoridade para as Condições do Trabalho para poder defesa juridicamente os trabalhadores visados”.

Na semana passada, o grupo Cofina avançou com despedimento coletivo de mais de 50 pessoas, uma medida que surge na sequência de um processo de reorganização do grupo que detém o Correio da Manhã, o Jornal de Negócios, Record, Sábado, entre outros títulos.

O lucro do grupo presidido por Paulo dos Santos Fernandes caiu 14,4% em 2016, face ao ano anterior, para 4,3 milhões de euros, e as receitas operacionais recuaram 0,7% para 99,9 milhões de euros, de acordo com a agência Lusa. O grupo quer atingir uma redução dos custos na ordem dos 10%, devido a uma quebra de receitas de publicidade.

No documento de divulgação de resultados de 3 de março, a Cofina tinha referido que iria “aprofundar a sua política de reforço da eficiência operativa como forma de fazer frente ao ambiente de mercado extremamente adverso”, salientando que “serão aprofundadas medidas de corte de custos nas áreas mais expostas ao ciclo e, em simultâneo, serão reforçadas as áreas de crescimento, como sejam a televisão e o ‘online’”.

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