Serviço de televisão paga cresce e já tem 3,6 milhões de assinantes

Regulador indica ainda que o Grupo NOS lidera com a maior quota de assinantes, cerca de 43,5%. Seguem-se MEO com 38,9%, a Vodafone com 12,8% e a Nowo 4,7%.

O serviço de televisão paga em Portugal aumentou em 2016 4,1% para os 3,67 milhões de assinantes. Os dados revelados esta quinta-feira pela Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) mostram que o ano passado mais 145 mil pessoas aderiram à televisão por assinatura, sendo este crescimento impulsionado pela fibra ótica, cujas assinaturas ultrapassaram a fasquia dos mil milhões.

Em comunicado, a ANACOM afirma que apesar de ser a segunda forma de acesso à televisão paga mais importante em Portugal, a fibra ótica foi a que mais assinantes recebeu no ano passado. A fibra aumentou 5,5 pontos percentuais face a 2015, representando 28,8% do total de assinantes do serviço de televisão paga. Feitas as contas, durante o ano passado registaram-se mais 235 mil assinantes, o que perfaz o máximo histórico de 1.057 milhões de pessoas que aderiam já a este tipo de assinatura.

Ainda assim, o acesso por cabo continua a liderar o acesso à televisão paga, com 36,7% do total de assinaturas. O número manteve-se constante face a 2015, com 1.347 milhões de assinaturas.

Em sentido inverso, a tecnologia xDSL caiu 9,5%, atingindo os 678 mil subscritores, mantendo-se no terceiro lugar do ranking dos acessos à televisão paga (18,5%). Em quarto lugar aparece a DTH (16,1%), que diminuiu 3% face ao ano anterior.

A ANACOM dá conta de que do total de assinantes, 90,4% dispõem do serviço integrado num pacote e no final de 2016, a taxa de penetração do serviço de TV paga situava-se nos 90 assinantes por cada 100 famílias (mais 3,6 pontos percentuais que em 2015).

No que toca à programação, cerca de 79,7% das famílias têm acesso a mais de 80 canais, sendo que 15,3% aderiram aos canais premium, menos 3,3 pontos percentuais em termos homólogos.

O regulador indica ainda que o Grupo NOS lidera com a maior quota de assinantes, cerca de 43,5%. Seguem-se  MEO com 38,9%, a Vodafone com 12,8% e a Nowo 4,7%.


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