“Se Governo não cumprir, avançamos para greves”

Na véspera da “grande manifestação nacional de professores”, o secretário-geral da FENPROF acusa o ministro da Educação de ter “desaparecido” e ameaça com greves no período de avaliações finais.

O que motiva e quais são os objetivos da manifestação nacional de professores agendada para amanhã?

Esta é uma manifestação que une todas as organizações sindicais, portanto, não é apenas a FENPROF. É um momento em que os professores têm que ir para a rua dizer que “basta”, por um lado, e por outro dizer que exigem ser respeitados. Porque nós estamos a falar de assuntos que não são novos, não surgem agora. Nós começámos logo no início do ano letivo, ainda em 2017, com um conjunto de situações, negociações que levaram a que o Governo tivesse assumido compromissos com os professores. No dia 18 de novembro houve uma reunião no Ministério da Educação (ME), que acabou a altas horas da noite, cinco ou seis da manhã, em que o Governo assumiu com as organizações sindicais o compromisso de contar o tempo de serviço dos professores que esteve congelado durante nove anos, quatro meses e dois dias. O compromisso de contar esse tempo de serviço, de uma forma faseada. E também o compromisso de encontrar respostas para um problema muito grande que afeta os professores neste momento, que é o problema do desgaste. E é um desgaste que decorre de dois fatores principais. Por um lado, o envelhecimento. Nós temos uma profissão em que mais de metade dos profissionais já tem mais de 50 anos de idade, uma parte dos quais já tem mais de 60 anos. Em cima deste envelhecimento há uma sobrecarga do horário de trabalho. Os horários dos professores são ilegais, como trabalhadores da função pública têm um horário de 35 horas semanais e o certo é que o tempo de trabalho médio semanal dos professores está calculado em 46 horas e 42 minutos por semana. Ou seja, esta sobrecarga de trabalho, com a sobrecarga de tarefas burocráticas a que os professores também estão sujeitos, e o envelhecimento. O Governo, em 18 de novembro, assumiu os compromissos de contar o tempo de serviço aos professores, de resolver o problema do envelhecimento, através de medidas como a aposentação, e de resolver o problema dos horários de trabalho…

Artigo publicado na edição semanal do Jornal Económico. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor






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