Sauditas alertam: crise de escassez de petróleo a caminho

O presidente executivo da Saudi Aramco, Amin Nasser, realça que os investimentos na capacidade de produção petrolífera sofreram corte de um trilião de dólares, desde o ano de 2014, levando ao que considera ser um iminente desequilíbrio entre a oferta e a procura no respetivo mercado.

Ao discursar hoje em Nova Iorque, no âmbito da Columbia University Energy Summit, Amin Nasser apontou para a iminência de uma crise de escassez de petróleo. De acordo com o presidente executivo da Saudi Aramco, companhia estatal da Arábia Saudita e maior produtora mundial de petróleo, verificou-se uma quebra na ordem de um trilião de dólares nos investimentos em capacidade de produção, desde 2014, que irá gerar um desequilíbrio entre a oferta e a procura.

Segundo Nasser, citado pelo jornal “Financial Times”, será necessário garantir uma produção diária de 20 milhões de barris, no futuro, para cobrir o aumento da procura e o declínio natural de campos petrolíferos em exploração nos próximos anos. “Isso é muita capacidade de produção e os investimentos que vemos agora serem retomados, os quais são menores e com menores prazos, na sua maioria, não vão ser suficientes para nos fazer chegar lá,” alertou Nasser.

O “Financial Times” nota que a Arábia Saudita tenciona vender 5% da Saudi Aramco, movimentação que faz parte de um plano de reformas que visa tornar a economia saudita menos dependente do volátil mercado petrolífero. No entanto, “os hidrocarbonetos vão continuar a ser a espinha dorsal da riqueza do reino.”

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