Saúde: portugueses desconhecem valores das taxas moderadoras

Estudo da Nova Information Management School (Nova IMS) revela que grande parte dos portugueses estimam valores acima dos reais.

A perceção que os portugueses têm dos valores das taxas moderadoras é na maior parte dos casos errada, segundo revela um estudo da Nova Information Management School (Nova IMS), da Universidade Nova de Lisboa, que vai ser apresentado em Lisboa. Os portugueses estimam valores acima dos reais, mas consideram que apesar de tudo são adequados, de acordo com o estudo citado pela agência Lusa.

O trabalho da Nova IMS, que tem vindo a ser feito desde 2014 e todos os anos complementa o anterior com indicadores novos, revela que há uma diferença entre o que os portugueses julgam que custa (11,92 euros) e o que realmente custa (7,00 euros) a taxa moderadora para uma consulta externa/especialidade num hospital público.

Nos episódios de urgência, o valor que os portugueses julgam (16,88 euros) que custa a taxa moderadora também é maior do que o real no caso da urgência básica (14,00 euros) e polivalente (16,00 euros). O valor estimado apenas é inferior ao custo real no caso das urgências médico-cirúrgicas (18,00 euros).

Mais de um em cada três (38,1%) portugueses considera adequadas as taxas moderadoras praticadas no Serviço Nacional de Saúde (SNS). De acordo com o estudo, mais de metade dos inquiridos (50,1%) considera adequados ou muito adequados os valores pagos pelos medicamentos que lhes foram prescritos nos últimos 12 meses, pouco mais do que aqueles que consideram adequada a comparticipação do Estado para a medicação prescrita (49,1%).

“No caso das urgências a perceção está mais alinhada com a realidade, assim como nos cuidados primários. Onde se verifica maior diferença é nas taxas nas consultas externas dos hospitais”, explicou Pedro Simões Coelho, investigador da Nova IMS, em declarações à agência “Lusa”.