Santana Lopes estabelece vitória nas próximas legislativas como maior objetivo do PSD

Pedro Santana Lopes formalizou a candidatura à liderança do PSD. Disse que não quer reinventar o partido e recusou a ideia de reeditar um bloco central, com o PS.

Pedro Santana Lopes formalizou esta terça-feira a candidatura à liderança do PSD e definiu como principal objetivo do seu mandato vencer as próximas eleições legislativas, no próximo ano.

“O nosso grande objetivo é ganhar as legislativas em 2019 ao partido socialista”, afirmou Santana Lopes, na sede nacional 2.525 assinaturas de militantes que endossam a sua candidatura à liderança.

Santana Lopes, que já foi presidente do PSD e primeiro-ministro, afirmou que não pretende transformar o partido, mas sim modernizá-lo e abri-lo à sociedade.

“Não quero reinventar o PSD, o partido não precisa de ser reinventado, já teve piores e melhores resultados. Eu fui protagonista de um dos menos bons, mas não só eu”, disse.

Santana Lopes fez questão de apresentar como uma diferença em relação ao seu adversário, Rui Rio, – que apresentou a sua moção na passada quarta-feira – o posicionamento em relação a um acordo de Governo de bloco central.

“Nesta moção, naquilo que tenho dito, não existem equívocos nessa matéria: entendemos que deve haver alternativa entre os dois principais partidos do sistema partidário, não devem estar juntos no governo”, defendeu, considerando que esse tipo de solução leva ao crescimento dos extremos e enfraquece os principais partidos.

Na moção de 55 páginas, que recupera o ‘slogan’ da candidatura “Unir o partido, ganhar o país”, estão também inscritos os objetivos para os próximos atos eleitorais.

Além da vitória nas próximas legislativas, são também objetivos “manter a maioria absoluta na Madeira, vencer as europeias e voltar a ser o principal partido autárquico e lutar pela conquista de poder nos Açores”

Apesar de as presidenciais de 2021 já ficarem fora do âmbito de uma moção de estratégia de dois anos, Santana Lopes fez questão de incluir a defesa do apoio do partido a uma eventual recandidatura presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa.

“Faço-o também porque este Presidente da República tem representado um caso excecional no exercício de magistratura suprema do país, não só de popularidade, mas de entendimento do sistema político e de relacionamento com os governos em funções”, justificou Santana, elogiando a primeira metade do mandato presidencial do chefe de Estado.

As eleições diretas para a liderança do PSD estão marcadas para 13 de janeiro.





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