Russos na Sala Oval: EUA sentem-se traídos por partilha de imagens

Apesar de a reunião ter sido à porta fechada’ à imprensa, as fotografias do encontro acabaram por ser divulgadas. Na Sala Oval estavam apenas presentes repórteres da Casa Branca e da agência de notícias russa TASS.

Jonathan Ernst/REUTERS

O encontro de Donald Trump e Sergei Lavrov, ministro russo dos Negócios Estrangeiros, que aconteceu um dia depois da demissão do ex-diretor do FBI, não terminou da melhor forma. A partilha de fotografias do evento foi vista pela administração norte-americana como uma traição.

Apesar de a reunião ter sido ‘de porta fechada’ à imprensa, as fotografias do encontro acabaram por ser divulgadas. Na Sala Oval estavam apenas presentes repórteres da Casa Branca e da agência de notícias russa TASS.

Uma fonte próxima da administração, citada pela CNN, disse que os norte-americanos se sentem enganados pois esperavam que a delegação russa não partilhasse o momento, ainda que não existisse nenhum tipo de proibição em torno do tema.

A fonte da emissora CNN comentou ainda as criticas feitas ao presidente norte-americano por se encontrar com a delegação russa, em especial com uma personalidade que é apontada pelas agências internacionais como espião.

“É ridículo dizer que um embaixador não se pode encontrar com o Presidente como parte da visita de um ministro estrangeiro. É uma prática normal”, disse. “O que devemos fazer? Não nos encontrarmos com os russos?”

O ministro russo Sergey Kislyak está sob investigação do FBI por possíveis ligações à campanha de Trump. O ex-diretor do FBI, Comey, despedido na passada terça-feira, era o responsável da investigação.

https://twitter.com/mfa_russia/status/862320676765650945

https://twitter.com/mfa_russia/status/862318531664326656

Mais notícias