Rui Moreira entre o Algarve e Sanxenxo de olhos postos nas sinergias com a Galiza

A recente entrevista de Rui Moreira ao jornal "Voz de Galícia" visou um objectivo estratégico. Por um lado, cercar o autarca de Vigo com quem se incompatibilizou; por outro, fazer passar uma mensagem importante, a de que há sinergias a conseguir nos transportes ferroviários, aéreos e marítimos

Rui Moreira disse claramente que a cidade do Porto dispensa o comboio de alta velocidade, a que por cá se chama TGV. “Dizemos não, porque já o temos em Vigo. O AVE precisa da pressão dos portugueses que vivem no Norte, que são 2,5 milhões. O AVE do Porto é Vigo”, afirmou Rui Moreira, que logo apresentou a fatura: “E o aeroporto de Vigo tem que ser o do Porto, porque o aeroporto de Vigo não tem condições”. Neste deve e haver, o presidente da Câmara do Porto ainda elogiou o porto de Vigo, “fantástico”, com condições naturais que o porto de Leixões não tem, porque é um “porto artificial”. Ou seja, Rui Moreira ‘dá’ o comboio e negoceia uma parceria nos navios em troca da conglomeração no transporte aéreo. A ideia é boa, e o ponto de partida é sustentado pela realidade: o aeroporto Sá Carneiro já tem mais movimento que os aeroportos de Vigo, Corunha e Compostela juntos. Obviamente, cresceria ainda mais se pudesse ser o ponto de partida dos galegos para o mundo. Mas nem assim, no contexto desse namoro, consigo entender a frase de despedida: “Sinto-me melhor em Sanxenxo do que no Algarve”. Não havia necessidade




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