Rio elogia reformas de Passos Coelho e acusa Governo de irresponsabilidade

Líder do PSD considera que os portugueses começam a entender a mensagem do PSD: o milagre económico do Governo é uma "aldrabice".

Tem um caminho a percorrer do qual não costuma afastar-se nem um milímetro. Antes de uma reunião da comissão política e após mais um encontro na área da justiça, Rui Rio aceitou conceder uma pequena entrevista à TSD na sede do PSD sobre o estado da Nação: podia estar melhor, parece ser o sumário do que disse.

Mas o mais inesperado foi aquilo que se poderia entender como um ‘desvio’ do rumo que tem vindo a manter desde que assumiu a liderança do partido: elogiou o seu antecessor, Pedro Passos Coelho.

Para Rui Rio, por outro lado, a realidade é bem diferente daquela que o Governo ‘vende’ todos os dias, afirma. O que não é uma novidade – Rio tem-lo repetido diversas vezes e nos mais diversos fóruns – e cada vez mais as pessoas vão percebendo a mensagem social democrata: “como diz o povo, a cara não bate com a careta”, explicou à TSF.

O Governo cedeu a compromissos que não podia cumprir, defende o líder social-democrata, porque “a realidade é diferente daquilo que é o discurso político”. Dá como exemplos a reposição das 35 horas no setor da Saúde ou o descongelamento total das carreiras dos professores.

Rui Rio considera que o governo beneficiou das reformas feitas no tempo de Passos Coelho e ainda de uma conjuntura económica favorável. Por isso, o estado da Nação está melhor do que no período da Troika – “mau era que assim não fosse”, mas está muito longe da espécie de paraíso que todos os dias o Governo de António Costa vai apregoando.

Mas se a mensagem para fora está a passar, para dentro do partido tem sido mais difícil, admite Rui Rio. É líder do partido mais votado, não governa e tem uma bancada parlamentar que não foi ele que escolheu – e com a qual tem tido os mais diversos problemas. Daí que seja mais difícil lidar com alguns anticorpos. E também porque nunca usou cartilha, porque esta “é uma rutura com a forma tradicional de fazer política”.






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