Reunião do G20 leva Wall Street a terreno misto

Com relevo na praça surgem as declarações do ministro das Finanças alemão, que afirma que o comércio livre mundial é a chave para o crescimento, contrariando assim os ideais do presidente Trump.

REUTERS/Brendan McDermid

O mercado norte-americano negoceia em terreno misto com os investidores atentos à informação que os EUA pretendem reescrever os termos do comércio global.

Depois da reunião do Grupo dos 20, onde os ministros das finanças garantiram combater qualquer forma de proteccionismo, surgem preocupações relativas às promessas do presidente Trump acerca dos termos dos acordos comercias. Ainda com relevo na praça estão as declarações do ministro das Finanças alemão, que afirma que o comércio livre mundial é a chave para o crescimento.

Os chefes do G20 concordaram que o comércio livre é fundamental para fortalecer a resiliência económica, rejeitando deste modo o protecionismo, segundo a Reuters.

“Estamos todos convencidos de que o comércio mundial leva ao crescimento global”, disse Schauble durante a conferência de imprensa depois da reunião de dois dias. Também Christine Lagarde, diretora-geral do FMI, salientou a necessidade da promoção da cooperação global como garantia da manutenção do crescimento económico.

Ainda no plano político, o primeiro encontro oficial do presidente Donald Trump e da chanceler alemã Angela Merkel na passada sexta-feira, que terminou sem que tivessem transparecido grandes desenvolvimentos.

Sabe-se que Trump acredita numa relação de confiança entre as duas potências, depois das declarações posteriores ao encontro, em que o presidente salientou o seu objectivo de um comércio mais equiparado entre ambos, enquanto a chanceler sublinhou que a administração norte-americana tem de manter os seus compromissos.

Assim, o industrial Dow ganha 0,13% para 20,940.82 pontos, o financeiro S&P 500 é o único que apresenta perdas ligeiras, 0,03% para 2,377.55 pontos, e o tecnológico Nasdaq avança 0,14% para 5,909.09 pontos.

A libra encontra-se pouco alterada depois do Reino Unido ter confirmado à Comissão Europeia que vai desencadear o processo de saída a 29 de março.

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