Resultado líquido da Cofina aumenta 17% para 5,1 milhões

Receitas totais, de circulação e de publicidade desceram ao longo do último ano, num quadro em que o peso da CMTV tem vindo a aumentar.

Foto cedida

A Cofina obteve em 2017 um resultado líquido de 5,1 milhões de euros, um valor 17% acima do obtido no exercício anterior, mas as receitas totais ficaram nos 91,1 milhões face aos 99,9 milhões registados em 2016, com as receitas de circulação a diminuírem 10,4% e as de publicidade 5,9%. As receitas de produtos de marketing alternativo reduziram-se em 10,3% neste período.

Em comunicado oficial, o grupo adianta que os custos apresentaram uma redução de 10,4% para os 77,4milhões de euros, fruto da reestruturação realizada, ao mesmo tempo que o EBITDA registado neste período situou-se em 13,6 milhões de euros, mais 0,8% do que no ano anterior. A margem EBITDA aumentou 1,4 pontos percentuais, para 15%.

O EBITDA após custos de reestruturação registado no período em causa foi de 11,2 milhões de euros, o que corresponde a um decréscimo de cerca de 17% face ao ano anterior. No mesmo período, a dívida líquida nominal da Cofina era de 49,6 milhões de euros, o que corresponde a um decréscimo de oito milhões relativamente à dívida líquida nominal, de 57,6 milhões de euros, registada do final do exercício de 2016.

“A Cofina continuará a aprofundar o investimento em áreas de negócio de crescimento com potencial de sinergias com os negócios existentes. Neste sentido, refira-se que, já em Março de 2018, a plataforma de jogo online www.nossaaposta.pt, detida em 40% pela Cofina, obteve a licença para a exploração de apostas desportivas à cota, em que o jogador joga contra a entidade exploradora”, refere o comunicado.

“Destaque-se igualmente o desempenho do canal “Correio da Manhã TV”, o qual tem batido sistematicamente recordes de audiência”. Assim, durante o ano de 2017 a CMTV registou um share de 2,41%, sendo o canal com maior audiência no cabo e o quarto maior canal português, atrás dos Free to Air. No final de 2017 a CMTV celebrou um acordo de distribuição com a Vodafone e com a NOWO. Assim, desde 21 de Dezembro de 2017, o canal CMTV passou a ser disponibilizado em todas as plataformas de televisão por cabo.

No segmento dos jornais, a Cofina registou, no quarto trimestre de 2017, receitas totais de cerca de 20,4 milhões de euros, um decréscimo de 4% face ao período homólogo do ano anterior. As receitas provenientes de circulação registaram um decréscimo de cerca de 5% para 9,2 milhões de euros. As receitas associadas ao marketing alternativo e outros registaram uma queda de cerca de 14%, atingindo 3,2 milhões de euros.

As receitas de publicidade cresceram 1,6%, tendo atingido cerca de oito milhões de euros. “Registe-se que o peso da televisão nesta rubrica tem vindo a aumentar e, devido a efeitos sazonais, será de esperar que o quarto trimestre seja o mais forte de todo o ano”.

Os custos operacionais registaram uma contração de cerca de 8%. Assim, o EBITDA do segmento de jornais ascendeu a 4,1 milhões de euros, um crescimento de cerca de 17% face ao período homólogo do exercício anterior. A margem EBITDA atingiu os 20,3%. Em 2016, as receitas totais do segmento das revistas atingiram cerca de 17,6 milhões de euros, refletindo um decréscimo de cerca de 9% face a 2015.

Mas no quarto trimestre de 2017, as receitas totais deste segmento atingiram cerca de 3,6 milhões de euros, refletindo um decréscimo de cerca de 23% face ao mesmo período de 2016. Recorde-se que, em 2017, a empresa deixou de publicar alguns títulos, pelo que a comparação não tem como base o mesmo perímetro de publicações.

“O forte controlo de custos, que reflete medidas estratégicas de otimização do portefólio de produtos, conduziu a que o EBITDA do segmento de revistas atingisse cerca de 0,3 milhões de euros, o que compara com um EBITDA de 17 mil euros obtido no quarto trimestre de 2016”, conclui o comunicado.




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