Respostas Rapidas: o que precisa saber sobre a subida do preço do petróleo

Acontecimentos pontuais têm marcados os picos nos preços do petróleo ao longo do ano. No entanto, tendem a ter um impacto limitado no mercado

O que é que está a acontecer no mercado petrolífero?

O preço do barril de petróleo disparou esta terça-feira para o valor mais elevado em dois anos e meio. O Brent negociado em Londres ultrapassou a fasquia dos 65 dólares, depois do encerramento de um importante oleoduto da Ineos no Mar do Norte. O problema no oleoduto, que é responsável pelo transporte de 40% do gás e petróleo para abastecer o Reino Unido, foi causado por fissuras associadas ao frio. O Brent chegou na manhã de terça-feira a valorizar 2%, enquanto o crude WTI ganhou 1% em Nova Iorque.

O que representa para o contexto global?

A rutura do oleoduto foi mais um dos eventos pontuais que tem marcado as subidas dos preços do petróleo ao longo do ano. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros países produtores puserem em prática, no início de janeiro, um acordo de cortes de produção que visa reduzir o excesso de oferta petrolífera face à procura mundial. No entanto, têm sido eventos como a rutura do oleoduto britânico, tensões geopolíticas ou a purga real na Arábia Saudita a marcar os picos nos preços.

O que poderá acontecer a seguir ao preço do petróleo?

A Ineos é responsável pela manutenção do oleoduto desde 31 de outubro, depois de o ter adquirido à BP, e a empresa já explicou que é um evento “infeliz”, mas “perfeitamente capaz de ser gerido”. A fissura não se propagou, o que significa que o problema deve ser resolvido rapidamente. Além disso, acontecimentos do género tendem a ter um impacto limitado no mercado. Depois dos disparos durante a manhã, às 15h30, os preços já estavam a corrigir, com o Brent a recuar 1,21% para 63,89 dólares e o crude WTI a deslizar 0,45% para 57,73 dólares.






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