Respostas rápidas. O que os inspetores de armas químicas querem investigar em Douma?

Os inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) foram esta terça-feira autorizados a entrar na cidade de Douma para investigarem no terreno o alegado ataque químico, que vitimou dezenas de civis no início do mês.

REUTERS/Ammar Abdullah

Qual é a missão da OPAQ na Síria?

Os investigadores da OPAQ foram chamados a iniciar uma investigação ao alegado ataque químico que ocorreu a 7 de abril, na cidade síria de Douma. A organização, sediada na Holanda, é a entidade responsável por garantir o cumprimento da Convenção sobre Armas Químicas, que visa erradicar armas químicas em todo o mundo.

A missão da OPAQ é identificar provas que venham fundamentar ou refutar “as alegações de que a Síria terá usado substâncias químicas tóxicas, como o cloro, para fins hostis”. A investigação foi solicitada pelo próprio Governo sírio, acusado pelas potências ocidentais de ter vitimado mais de 40 pessoas com o ataque químico. Em resposta, os Estados Unidos, França e Reino Unido levaram a cabo um ataque com mais de uma centena de mísseis à Síria.

O que é que a OPAQ está à procura?

A equipa de investigadores da OPAQ está no terreno desde sábado, dia 14. A equipa está à procura de amostras químicas, ambientais e biomédicas para determinar se foram usadas armas químicas durante o conflito. Ao mesmo tempo, deve proceder no local a entrevistas com testemunhas oculares e as equipas médicas que socorreram as vítimas após o ataque.

A autoria do ataque ainda não será averiguada neste fase do processo.

O que é que se suspeita que tenha acontecido em Douma?

Douma foi a última cidade controlada pelos rebeldes na região de Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que cerca de 500 pacientes foram atendidos em unidades de saúde, exibindo sintomas de exposição a produtos químicos tóxicos.

Os Estados Unidos e os seus aliados acreditam que a Síria, que é apoiada militarmente pela Rússia, tenha levado a cabo um novo ataque químico contra o seu próprio povo. Os dois países rejeitam as acusações e afirmam que os ataques de retaliação das potências ocidentais tiveram por base “relatos de media e redes sociais”. Há também o receio de que a Rússia tenha visitado a região previamente e adulterado a investigação. A Rússia desmente as acusações.






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