Reino Unido pode perder 3,1% da população ativa com o Brexit

Estudo "Os efeitos do Brexit nos nacionais da UE" mostra que o Reino Unido é agora um local menos atrativo para viver, apesar de continuar a ser desejado por dois terços dos cidadãos europeus.

Stefan Wermuth/REUTERS

Um milhão de pessoas, o equivalente a 3,1% da população ativa, é o número de trabalhadores europeus que o Reino Unido pode perder com o Brexit, de acordo com um estudo da KPMG divulgado esta quinta-feira. “O Reino Unido é agora um local menos atrativo para viver, apesar de continuar a ser desejado por dois terços dos cidadãos da União Europeia (UE)”, refere o estudo “Os efeitos do Brexit nos nacionais da UE”.

Dos dois mil nacionais da UE, 45% planeia ficar em terras de sua majestade, mas 8% já decidiu partir. Os restantes 35% estão ainda a considerar o que fazer, segundo indica o estudo. “A percepção de que a sociedade britânica mudou é a principal razão pela qual as pessoas estão a pensar em sair”, explica. “Metade dos entrevistados no Reino Unido reportou sentir-se menos valorizado e bem-recebido aqui”.

É entre os trabalhadores com mais qualificações e salários mais elevados que há mais vontade em abandonar o Reino Unido depois do Brexit. “Metade dos inquiridos com doutoramentos e 39% com pós-graduações estão a pensar em sair. Da mesma forma, a probabilidade de sair aumenta à medida que os rendimentos são mais elevados. Mais de metade (52%) daqueles que ganham entre 50.000 e 100.000 libras disseram que iriam sair ou estavam a pensar nisso. Onze por cento dos jovens de 18 a 24 anos disseram que já decidiram sair”, acrescenta o estudo.

O relatório combinou os resultados de dois estudos diferentes – um deles incluiu duas mil nacionais de países da UE a viver no Reino Unido, que foram inquiridos entre 14 e 31 de julho. O outro incluiu mil cidadãos da UE a viver nos seus 10 diferentes países de origem, sendo que Portugal está entre estes países.





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