Refugiados sírios: Mais de 5 milhões de pessoas (metade da população portuguesa) deixaram o país

Antes de o início da Guerra Civil em 2011 e o controlo da Síria pelo grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico, a população total do país era de cerca de 22 milhões.

O número de cidadãos que deixaram a Síria disparou para os 5 milhões de pessoas desde o início da Guerra Civil em 2011, há seis anos. O relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) mostra que a maior parte dos refugiados da Síria foram recebidos pela Turquia e que apesar dos reforços que têm vindo a ser feitos há ainda “um longo caminho pela frente”.

Em 2011, antes de o país ter sido abalado pela Guerra Civil que opõe as forças rebeldes e as tropas do presidente Bashar al-Assad, que governa o país com mão de ferro, a população total da Síria era de cerca de 22 milhões. Ao conflito interno veio somar-se o controlo do país pelo grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico, o que conduziu à emigração de mais de 4,8 milhões de pessoas, ao longo dos últimos seis anos.

O porta-voz do ACNUR, Babar Baloch, estima ainda que mais de 6,3 milhões de pessoas tenham sido deslocadas internamente.

Entre os países que mais acolheram os refugiados do país encontram-se a Turquia, que terá recebido um total de 2,97 milhões, com cerca de 47 mil refugiados sírios registados desde fevereiro. Seguem-se o Líbano e a Jordânia, que terão recebido também centenas de milhares de refugiados.

“Há ainda um longo caminho a percorrer para expandir o realojamento e a diversidade de alternativas disponíveis para os refugiados”, afirma o alto comissário da ONU, Filippo Grandi. “Para enfrentarmos este problema precisamos de mais países disponíveis para acolher os refugiados e dar cumprimento às promessas já existentes”.

Os dados agora revelados surgem precisamente um ano depois de os membros da ONU se terem reunido em Genebra para tentar encontrar solução para o problema da crise migratória síria. Em conjunto, o Alto Comissário da ONU para Refugiados reconheceu que há uma “necessidade de solidariedade e responsabilidade compartilhada para os refugiados” e avançou com um projeto de ajudar 500 mil refugiados da Síria a serem alocados. No entanto, desses apenas metade foram até agora realojados.



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