Reclamações com transportes públicos caíram 20% no primeiro semestre de 2017

No entanto, em termos homólogos – quando comparado com o mesmo período do ano passado – o número de reclamações quase duplicou, de 4.576 para 8.158, segundo os dados da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes.

Rafael Marchante/Reuters

As reclamações dos portugueses com os transportes públicos caíram 20,7% no primeiro semestre deste ano, face ao segundo semestre de 2016, de acordo com os dados divulgados pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

No “Relatório sobre Reclamações no Mercado da Mobilidade e dos Transportes – 1.º semestre de 2017”, a AMT refere que foram tratadas 8.158 reclamações nos primeiros seis meses do ano, contra as 10.289 registadas na segunda metade de 2016.

Do total de reclamações feitas, 7.519 “dizem respeito a reclamações inscritas no Livro de Reclamações dos diversos operadores e prestadores de serviços do setor da mobilidade e dos transportes e as restantes 639 recebidas diretamente pela AMT”, refere a entidade.

A CP, o Metropolitano de Lisboa, a Rede Nacional de Expressos, a Carris e a Transtejo foram as empresas com maior número de reclamações.

A AMT aponta que a descida do número de reclamações “pode dever-se a vários fatores, nomeadamente a eventuais dificuldades no acesso ao livro de reclamações ou a uma possível melhoria na prestação de serviço por parte dos principais operadores e prestadores do serviço, tanto mais que atualmente são já encaminhadas para esta autoridade, de forma sistemática e mais controlada, todas as reclamações relacionadas com o setor da mobilidade e dos transportes que geram insatisfação dos utentes dos serviços”.

A CP, o Metropolitano de Lisboa, a Transtejo, a TST e a RNE foram as empresas que apresentaram, este semestre, uma maior descida do número de reclamações registando, comparativamente com o semestre anterior, menos 703, menos 569, menos 323, menos 238 e menos 129 reclamações, respetivamente.

No entanto, em termos homólogos – quando comparado com o mesmo período do ano passado – o número de reclamações quase duplicou, de 4.576 para 8.158, o que pode “ser explicado pelo facto de no 1.º semestre de 2016 não existir, ainda, consciência da existência da AMT como sendo o novo regulador do setor da mobilidade e dos transportes, situação essa hoje em dia já totalmente ultrapassada”, refere a entidade.






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