O rating classifica a capacidade de intervenção económica, social e política dos intervenientes na sociedade, que são também os protagonistas das notícias que o Jornal Económico publica.

Cristina Bernardo

B+

António Costa
Primeiro-ministro de Portugal
Era a semana terrível para o governo. As exigências de responsabilidades políticas pela tragédia de Pedrogão Grande, pela embrulhada do furto de material de guerra em Tancos e pelas demissões dos secretários de Estado confluíam num debate do Estado da Nação. Ainda por cima, Costa regressava ao combate político depois de umas criticadas férias. Mas, no final, sobrou um dia de picardia e a excitação de uma mini-remodelação. O pico de tensão ficou para trás e a geringonça mantém-se. Com Outlook é estável.

 

B+

Eurico Brilhante Dias
Deputado do PS
Brilhante Dias simboliza o fim do segurismo, da mesma forma que era o seu rosto visível quando António José Seguro liderava o PS. Agora, passando a secretário de Estado, encerra a porta de uma era no Rato. Depois de uma sucessão atribulada, com amores, desamores, comunhões e traições, os socialistas regressaram ao poder, exercem-no, e ninguém se lembra já de quem era o líder antes de António Costa. É a natureza da memória política.

 

 

B+

Donald Trump
Presidente dos Estados Unidos
Corremos o risco de chegar um dia em que já nem prestamos atenção ao que o presidente do Estados Unidos diz ou faz. O que é um problema, porque se trata do presidente dos Estados Unidos. Hoje, podia estar aqui de forma direta, depois do canto em que foi deixado na última reunião do G20, mas não, a avaliação é provocada pelo filho Donny, que está no centro da rede de relações russas, depois de surgirem mails a confirmar contactos que é suposto não terem existido. O Outlook continua negativo.

 

 

C-

Lula da Silva
Ex-presidente do Brasil
O maior pesadelo do PT está a concretizar-se: Lula da Silva, que tem aparecido bem colocado nas sondagens para as eleições presidenciais brasileiras de 2018, foi condenado a nove anos e meio de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Não é uma sentença definitiva, mas torna muito real a possibilidade de Lula não poder correr para o Planalto. Depois da destituição de Dilma Rousseff e da derrocada nas eleições municipais de 2016, a possibilidade de uma implosão do PT torna-se palpável. E o Outlook continua a ser negativo.



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