Queixas por praxe abusiva sobem de 2015 para 2016

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior deu ainda conta de que uma dessas 18 denúncias recebidas foi interposta por iniciativa da DGES, depois de um caso com a Escola Náutica Infante D. Henrique, que levou à atuação das autoridades policiais.

O início das matrículas nas universidades e o regresso às aulas traz, quase inevitavelmente, à tona o debate sobre a praxe. No último ano letivo, a Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) recebeu 18 reclamações sobre praxes abusivas, revela o Jornal de Notícias desta quinta-feira.

As denúncias foram feitas através de correio eletrónico e email e representam um número superior em quase o dobro ao que havia sido registado no ano passado (10 reclamações), segundo o diário generalista do Porto. Contudo, representa uma evolução face às queixas recebidas pelo DGES em 2015 (80 reclamações).

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior deu ainda conta de que uma dessas 18 denúncias recebidas foi interposta por iniciativa da DGES, depois de um caso com a Escola Náutica Infante D. Henrique, que levou à atuação das autoridades policiais.

“As praxes violentas continuam a acontecer porque a praxe continua a ser o mecanismo integrador por excelência. Ainda não há alternativas”, disse ao JN João Teixeira Lopes, co-coordenador do estudo ‘A praxe como fenómeno social’. “Está a tornar-se natural a humilhação e há até estudantes que reivindicam o direito a essa humilhação para se integrarem”, enfatiza Elísio Estanque, outro dos investigadores que participaram na análise pedida pelo ministro do Ensino Superior.

Ministro do Ensino Superior recusa “ações de punição” às praxes



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