PSI 20 fecha no vermelho castigada por tombo de mais de 8% do BCP

Forte queda das ações do BCP arrastaram o PSI 20 para terreno negativo, numa Europa com tendência mista.

Reuters

Os títulos do Millennium BCP afundaram mais de 8%, arrastando o PSI 20 para terreno negativo pela quinta sessão consecutiva. O principal índice português perdeu 0,57% para 4.591,90 pontos, numa Europa que encerrou mista.

Dois dias após ter sido anunciado um aumento do capital de de 1.332 milhões de euros, o banco liderado por Nuno Amado recuou 8,42% para 0,8454 euros por ação, depois ter chegado a tombar acima de 8% para um novo mínimo histórico de 0,8456 euros. O desempenho foi similar na sessão de ontem, em que as ações do BCP deslizaram mais de 11%, com um novo mínimo histórico ‘intraday’ nos 0,87 euros.

No aumento de capital, uma ação equivale a um direito de subscrever 15 ações. A operação tem um preço de 9,4 cêntimos por ação e isso representa um desconto de aproximadamente 38,6% face ao terp (theoretical ex rights price). Prevê-se que a operação esteja concluída em 2 de fevereiro.

Os analistas do Haitong salientaram, contudo, que “a necessidade de alguns ‘hedge funds’ fecharem as suas posições curtas pode servir de forte compensação à elevada diluição que resulta deste aumento de capital”.

A castigar a praça lisboeta estiveram também a NOS e a EDP Renováveis, com perdas de 1,83% e 1,38%, respetivamente. Títulos do grupo Sonae também encerraram no vermelho.

Com ganhos negociaram a Galp Energia, que recuperou da queda de ontem e encerrou a valorizar 0,57%, tal como a Energias de Portugal, que subiu 0,47%. A Pharol, que esteve a perder 2,24% no início da sessão, fechou a subir 0,90%. A Mota-Engil esteve em destaque com ganhos de 3,46%.

Nos mercados acionistas europeus, a tendência foi mista. Enquanto o alemão DAX ganhou 0,57%, o índice espanhol IBEX 35 caiu 0,49%.

O petróleo está em alta como resultado da ponderação por parte dos investidores sobre os cortes de produção aprovados pela OPEP, face ao projetado aumento da produção do crude nos EUA. O barril de Brent sobe 2,33% para 54,89 dólares, e o de Crude valoriza 22,22% para 51.95 dólares.

No mercado cambial, o euro deprecia-se 0,49% para 1,0473 dólares, e a libra recua 0,81% para 1,2077 dólares.

 

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