PSI 20 fecha no verde, iluminado pela Pharol

Em foco esteve a dívida pública nacional, com a emissão de 850 milhões de euros em Obrigações de Tesouro a 10 anos. Os juros desceram no leilão e também no mercado secundário.

REUTERS/Benoit Tessier

O PSI 20 fechou esta quarta-feira em terreno positivo, a destacar-se numa Europa mista. Com 13 cotadas no verde, cinco no vermelho e as unidades de participação do Montepio suspensas, a Bolsa de Lisboa avançou 0,60% para 5.168,88 pontos.

A liderar os ganhos estiveram as ações da Pharol, que subiram 3,58% para 0,318 euros. O BCP avançou 1,81%, ainda a beneficiar do aumento da partipação da Fosun (a holding China) no BCP para 25,1% de anteriores 24%.

A EDP subiu 0,81% para 3,344 euros por ação, depois de o jornal espanhol Expansíon ter noticiado que a empresa espanhola Gas Natural está em contacto com o maior acionista da empresa liderada por António Mexia. Em julho, tinha já havido notícias sobre uma possível fusão, mas sempre foram desmentidas tanto pela EDP como pela Gas Natural.

Do lado das perdas, a Galp lidera com uma queda de 1,12% para 14,100 euros por ação, num dia em que os preços do petróleo seguem em subida no mercado internacional. O crude WTI valoriza 1,56% para 48,98 dólares por barril em Nova Iorque, enquanto o brent sobe 1,14% para 54,89 dólares por barril em Londres.

Em foco esteve esta quarta-feira a dívida pública nacional. Portugal emitiu 850 milhões de euros em Obrigações de Tesouro num leilão de dívida com maturidade em abril de 2017, com uma taxa de juro de 2,785%. No mercado secundário, a taxa dessa a dívida benchmark negoceia nos 2,824%.

“O sucesso da emissão deve-se essencialmente ao maior apetite pelo risco que surge neste segundo semestre do ano, com os índices próximo de máximos históricos e sem eventos de risco que possam criar alguma instabilidade nos próximos tempos”, avaliou Tiago da Costa Cardoso, gestor da corretora XTB.

Na Europa, o sentimento foi misto. Costa Cardoso explica que as praças europeias, incluindo Lisboa, estão a manifestar um movimento corretivo depois das declarações do norte-coreano Kim Jong-un que se mostrou desagradado com as sanções aplicadas pela ONU.

O espanhol IBEX 35 ganhou 0,33%, o alemão DAX subiu 0,24% e o francês CAC 40 avançou 0,10%. Por outro lado, o britânico FTSE 100 caiu 0,33% e o italiano FTSE MIB deslizou 0,06%. Já a moeda única segue a depreciar-se face às pares norte-americana, britânica e japonesas. O euro desvaloriza 0,60% para 1,1895 dólares, 0,90% para 0,900 libras e 0,19% para 131,590 ienes.

“Caso, o líder da Coreia do Norte siga em frente com as ameaças de continuar com os lançamentos de mísseis que fez antes das sanções aplicadas, o mercado poderá intensificar as desvalorizações. No entanto, enquanto o clima de maior estabilidade permanecer no mercado existem condições para que as praças continuem a reagir em alta depois deste movimento corretivo”, refere.





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