PSI 20 contraria sentimento da Europa e mantém recuperações

"O PSI 20 contraria o sentimento da Europa e é neste momento a única praça europeia que está a negociar em terreno positivo", indica Paulo Rosa, trader da Gobulling – Banco Carregosa.

Alex Grimm/Reuters

A bolsa nacional negoceia esta terça-feira, 13 de fevereiro, em terreno positivo, contrariando as praças europeias. A meio da manhã, o principal índice português, PSI 20, soma 0,32%, para 5.390,79 pontos, impulsionado pela subida da Pharol e das empresas de retalho.

“O PSI 20 contraria o sentimento da Europa e é neste momento a única praça europeia que está a negociar em terreno positivo”, indica Paulo Rosa, trader da Gobulling – Banco Carregosa.

A Pharol lidera os ganhos no índice nacional, ao subir 4,51% para 0,243 euros. Paulo Rosa explica que a cotada está ainda a ser influenciada pelas negociações do plano de reestruturação da empresa de telecomunicações brasileira Oi. “A Pharol afirma que vai impugnar a decisão da Oi, que considerou que as deliberações tomadas na assembleia geral extraordinária que foi convocada pela empresa portuguesa não eram válidas”, explica o trader da Gobulling.

Durante a reunião, os credores concordaram em fazer mudanças na presidência da Oi, tendo pedido a demissão do presidente da empresa, Eurico Teles, e do administrador financeiro, Carlos Brandão.

No setor do retallho, a Sonae ganha 0,33% para 1,210 euros e a Jerónimo Martins avança 0,85% para 17,205 euros. O BCP acompanha a tendência e valoriza 0,10% para 0,296 euros.

No setor da energia, a EDP soma 0,22% para 2,745 euros e a REN valoriza 0,82% para 2,460 euros. Paulo Rosa chama ainda à atenção para a EDP Renováveis, que recebeu uma recomendação de upgrade da REN para “compra”, com um preço-alvo de 2,56 euros. Os títulos da empresa sobem 0,86% para 7,025 euros.

Em terreno positivo estão ainda os CTT (1,19%), a Corticeira Amorim (1,42%), a Navigator (0,15%), a Sonae Capital (1,92%), a Novabase (0,34%) e a Ibersol (0,42%).

Em contraciclo, destaca-se a Galp Energia. A empresa de energia perde 0,34% para 14,545 euros. Paulo Rosa nota que a cotada está em queda, embora “não muito significativa”, depois de “o petróleo ter descido consideravelmente nas últimas semanas”. No entanto, a matéria-prima está agora a subir. No mercado petrolífero, o brent soma 0,58%, para 62,95 dólares por barril, e o crude WTI ganha 0,54%, para 59,61 dólares.

As restantes praças europeias negoceiam com quedas ligeiras. O índice alemão DAX perde 0,11%, o francês CAC 40 cai 0,02%, o espanhol IBEX 35 desvaloriza 0,22%, o holandês AEX deprecia 0,14%, o italiano FTSE MIB recua 0,23%. Em sentido contrário, o britânico FTSE 100 soma 0,12%.

“Os mercado estão esta terça-feira calmos e menos voláteis”, afirma Paulo Rosa. “As taxas de juro a 10 anos na Alemanha estão a cair 4 pontos percentuais para 0,72%, o que está a dar alguma acalmia aos mercados e mais tranquilidade aos investidores. Há menos receio de inflação e os investidores acreditam que a subida das taxas de juro dos bancos centrais não está para breve”, explica.

O trader da Gobulling indica ainda que os futuros do S&P 500 estão em queda, a perder mais de 0,5%, “indiciando uma abertura de Wall Street em queda”. Paulo Rosa diz ainda que as bolsas asiáticas encerraram mistas, com o índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio a cair e o índice Hang Seng de Hong Kong e a bolsa de Xangai de valorizar.

No mercado cambial, o euro negocia a subir 0,28% para os 1,232 euros e a libra avança 0,28%, para 1,387 euros.




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