PSD quer novos esclarecimentos sobre Tancos

Social-democratas acham-se “incrédulos” perante as afirmações do ministro da Defesa sobre o que aconteceu no complexo militar.

As declarações do ministro da Defesa, Azeredo Lopes, à TSF e ao Diário de Notícias – onde, em entrevista, admitiu que pode não ter havido qualquer assalto em Tancos, numa declaração cujo alcance esteve muito longe de ser esclarecedor – vão fazer com que o PSD insista, já esta semana, na Assembleia da República, no total esclarecimento dos factos.

Em conferência de imprensa, Costa Neves, dirigente social-democrata disse-se “incrédulo” face às declarações de Azeredo Lopes e afirmou que, sempre que o governo de António Costa se pronuncia sobre a matéria, piora a situação em termos do apuramento das responsabilidades.

O caso de Tancos – estrutura militar de onde terão desaparecido armas e munições – tem sido usado pelo PSD para acusar o governo de incúria e de falta de sentido de Estado. Desde o primeiro momento, o ministro da Defesa esteve no centro da polémica, com o PSD a acusar repetidamente Azeredo Lopes de não conseguir esclarecer a situação e de, por outro lado, ter tido um posicionamento errático ao longo do tempo.

“No limite, pode não ter havido furto nenhum. Como não temos prova visual, não temos prova testemunhal, não temos confissão, por absurdo podemos admitir que o material já não existisse e que tivesse sido anunciado… estão a perceber o que quero dizer?”, afirmou Azeredo Lopes, numa frase de entendimento difícil.

Perante a pergunta sobre se está ou não convencido de que houve furto, Azeredo Lopes disse que “dou-lhe a minha palavra de honra que não estou convencido nem deixo de estar convencido; apenas verifico que desapareceu, não sei como desapareceu, não sei quando desapareceu, tenho que presumir por bom senso que desapareceu algures antem de 28 de junho, quando tomei conhecimento”.

São estas declarações que o PSD afirma não conseguir entender. E é neste quadro que os social-democratas querem regressar esta semana ao Parlamento para mais uma vez tentarem obrigar o governo a ser mais esclarecedor.





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