PSD “cega-se a si próprio perante a realidade”, acusa Augusto Santos Silva

À margem de uma reunião de chefes da diplomacia europeia em Bruxelas, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, lamentou que o PSD continue a "cegar-se a si próprio perante a realidade" da recuperação da economia portuguesa.

Em conferência de imprensa realizada à margem de uma reunião de chefes de diplomacia da União Europeia, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Santos Silva, lamentou que o principal partido da oposição atribua o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre do ano às “reformas realizadas pelo anterior Governo (PSD/CDS), à conjuntura internacional e na União Europeia mais favoráveis”, avança a Lusa.

“Eu não tenho nenhum comentário a fazer a não ser lamentar essa atitude. O país precisa de partidos políticos ativos, construtivos, e ficarmos eternamente numa atitude de nos cegarmos a nós próprios perante a realidade não me parece que seja bom para ninguém”, comentou Santos Silva.

Perante os dados hoje publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o crescimento do PIB, Augusto Santos Silva explicou em Bruxelas que “o que acontece é que a economia portuguesa entrou num ciclo de recuperação”, que essa recuperação se tem acelerado nos últimos trimestres e que tal recuperação se tem feito sentir “no âmbito do combate ao desemprego, no âmbito da criação de emprego, no âmbito do investimento privado, no âmbito do desenvolvimento do comércio externo, em particular das exportações, e no âmbito do estímulo à procura interna”.

O ministro declarou ainda que esta recuperação é “compatível com uma política de reposição de rendimentos, de reposição de salários cortados, de reposição de pensões cortadas e de desagravamento da carga fiscal”, acrescentando que, “na minha opinião, até é um fruto dessa política” e reforçando que “não vale a pena desmentir este facto, não vale a pena chegar lá fora, ver chover e dizer ‘não chove’”.

Santos Silva disse na mesma ocasião que foi felicitado em Bruxelas pelo crescimento da economia portuguesa, justificando-as com o facto de ser “do interesse de nós todos que a Europa cresça”.

Recorde-se que, de acordo com os números divulgados pelo INE, a economia portuguesa cresceu 2,8% no primeiro trimestre de 2017 face ao mesmo período do ano passado e, comparativamente ao trimestre anterior, regista um crescimento de 1%.

Mais notícias