Proteção Civil: “combate ao incêndio evolui favoravelmente nos três distritos”

Na última atualização sobre a situação, o comandante das operações de socorro, Elísio Oliveira, explicou que não foram registadas mais vítimas. Número mantém-se em 62 mortos e 62 feridos.

Rafael Marchante/Reuters

O combate ao incêndio que deflagrou no sábado em Pedrogão Grande está a evoluir favoravelmente e a Proteção Civil acredita que poderá conseguir extinguir o fogo ainda esta segunda-feira. Na última atualização sobre a situação, o comandante das operações de socorro, Elísio Oliveira, explicou que não foram registadas mais vítimas.

“É uma situação que se mantém difícil”, disse o comandante, aos jornalistas, acrescentando que o combate ao fogo situação evolui favoravelmente nos três distritos afetados: Coimbra, Leiria e Castelo Branco. Apesar disso, há ainda quatro frentes ativas.

Elísio Oliveira mostrou-se também preocupado com as temperaturas no local. “As condições meteorológicas adversas não permitem que os meios aéreos operem”, afirmou sobre o trabalho dos operacionais no local, incluindo meios aéreos internacionais que se deslocaram para Portugal.

Caracterizando a situação como um “combate injusto”, o responsável disse ainda que “todo  o teatro de operações é preocupante”. O fogo deflagrou às 13h43 de sábado, em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e alastrou-se depois aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, e entrou também no distrito de Castelo Branco pelo concelho da Sertã.

O incêndio já fez 62 mortos e 62 feridos, enquanto 10 pessoas tiveram de abandonar as suas casas durante a madrugada, na aldeia de Aguda, em Figueiró dos Vinhos. Três das pessoas que tiveram de abandonar as habitações estavam acamadas.

Há neste momento oito fogos ativos em todo o país, que estão a ser combatidos por quase dois mil operacionais. O mais preocupante continua a ser o incêndio em Pedrogão Grande, onde estão mais de 800 operacionais, incluindo 100 espanhóis. Elísio Oliveira sublinhou também que o trabalho destes profissionais “tem sido fundamental” para combater o incêndio.

Cumpre-se esta segunda-feira o segundo de três dias de luto nacional em memória das vítimas, enquanto o Ministério Público já anunciou que vai abrir um inquérito criminal para determinar as causas do incêndio. As primeiras informações recolhidas indicam que o fogo terá começado devido às trovoadas secas, depois de ter sido encontrada uma árvore atingida por um raio.

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