Prender Julian Assange é uma “prioridade” para Washington

O procurador-geral norte-americano, Jeff Sessions, afirma que a medida "é uma das prioridades" da Administração Trump e diz que é da sua intenção colocar "algumas pessoas na prisão".

O presidente norte-americano, Donald Trump, quer que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, seja detido e julgado por crimes de espionagem e roubo de propriedade do Estado, depois de ter divulgado informações confidenciais que lesaram os Estados Unidos. O procurador-geral norte-americano, Jeff Sessions, afirma que a medida “é uma das prioridades” da Administração Trump e diz que é da sua intenção colocar “algumas pessoas na prisão”.

“Vamos redobrar os nossos esforços no que diz respeito às fugas [de informação]”, afirmou Jeff Sessions, em conferência de imprensa. “Procuramos colocar algumas pessoas na prisão”.

O procurador-geral norte-americano indica que o número de casos de fugas de informação está além aquilo que seria esperado e que é necessário tomar medidas urgentes. A luta contra a espionagem voltou a marcar a agenda após a divulgar no portal do WikiLeaks de documentos que desacreditaram a candidata democrata Hillary Clinton durante a corrida às presidenciais norte-americanas de 8 de novembro do ano passado.

Fontes próxima da Casa Branca dão conta de que Washington está a elaborar um mandato de acusação contra Julian Assange, que se encontra refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 2012. O australiano, de 45 anos, arrisca-se a ser extraditado para os Estados Unidos, onde será confrontado com os crimes de divulgação de documentos confidenciais, militares e diplomáticos, sobre a intervenção norte-americana nas guerras no Iraque e no Afeganistão.

Julian Assange responde ainda a uma alegada violação, que ele nega, na Suécia, em 2010, e enfrenta um mandado de detenção europeu.



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