“Prejudicial, perigoso”: Putin repudia míssil mas não quer “intimidar” Coreia do Norte

Míssil terá aterrado a alguns quilómetros da cidade de Vladivostok, no leste da Rússia. Vladimir Putin defende que é preciso "agir de forma conjunta" para encontrar uma solução pacífica para dar resposta ao desenvolvimento armamentístico desenfreado de Pyongyang.

Reuters

O presidente russo, Vladimir Putin, condenou esta segunda-feira o mais recente teste balístico levado a cabo pela Coreia do Norte este domingo, dizendo que tal não antevê “nada de bom”. Vladimir Putin sublinha a necessidade de dialogar com o regime norte-coreano de Kim Jong-un, em vez de o “intimidar”, e tentar encontrar uma solução pacífica conjunta para o problema, salvaguardando o cumprimento das resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Gostaria de salientar que somos categoricamente contra a expansão do clube de potências nucleares, inclusive na Península Coreana e a Coreia do Norte”, garantiu Vladimir Putin. “Nós somos contra e consideramos contraproducente, prejudicial, perigoso” o desenvolvimento de armas nucleares por Kim Jong-un.

O líder norte-coreano lançou este domingo um novo míssil de médio alcance com capacidade para carregar uma ogiva nuclear, batizado como Hwasong 12. O engenho terá aterrado a alguns quilómetros da cidade de Vladivostok, no leste da Rússia.

Embora considere que o míssil “não representou uma ameaça” para o país, Vladimir Putin defende que é preciso “agir de forma conjunta e fortalecer o sistema de garantias internacionais com a ajuda do normas internacionais e da ONU”. O presidente russo diz ainda que uma nova tentativa de “intimidar” a Coreia do Norte, como os Estados Unidos têm vindo a fazer, é “inaceitável”.



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